Preços do petróleo fecham em alta
A chegada do furacão Matthew à costa sudeste dos Estados Unidos ajudou a sustentar nova alta no preço do petróleo nesta quinta-feira (6), somado a outra reunião informal da Opep sobre cortes de produção e por queda nos estoques de petróleo dos EUA.
A cotação do WTI, negociado na bolsa de Nova York, avançou 1,2% e fechou acima dos US$ 50,40, maior patamar desde o início de junho. Já o Brent renovou as máximas de quatro meses com alta de 1,3%, aos US$ 52,50/b.
O avanço do furacão sobre a costa sudeste dos EUA deverá provocar a interrupção de parte da produção, em queda há mais de um ano. O maior impacto na oferta, entretanto, será sentido com a paralisação de parte das importações dos EUA, que passam, em sua grande maioria, pelo Golfo do México.
A alta de hoje também se explica pela declaração do ministro de Energia da Argélia, que afirmou nesta quinta que a Opep pode cortar a produção de petróleo ainda mais que o apontado na última reunião, se for necessário. Dados do Departamento de Energia, divulgados nesta quarta-feira (5), apontaram para uma queda de 2,9 milhões de barris de petróleo bruto na semana passada. Os inventários de gasolina avançaram, mas abaixo do esperado, em 222 mil barris.
Às 9h11, o barril de Brent para dezembro negociado na International Exchange Futures (ICE), em Londres, tinha valorização de 0,06%, a US$ 51,83. Já o barril de WTI para entrega em novembro, negociado no New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova Iorque, avançava 0,02%, a US$ 49,84.
Às 12h55, o barril de Brent registrava alta de 0,62%, a US$ 52,48. O barril de WTI, por sua vez, tinha alta de 1%, a US$ 50,33.
Às 9h45, o petróleo do Mar do Norte registrava acréscimo de 0,87%, a US$ 52,31; enquanto o crude do Texas tinha valorização de 0,78%, a US$ 50,22.
Na véspera, apesar da queda no fechamento, os barris de petróleo negociados em Londres e Nova York registram alta superior a 1% durante o dia, para o maior nível desde junho.
