Bolsa despenca 3% e dólar bate a máxima de dois meses

Petrobras e Bradesco despencam 4%, e Vale, 5%

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O Ibovespa registra recuo na casa dos 3% nesta terça-feira (13), após fala da diretora do Fed, Lael Brainard, que foi interpretada pelos investidores como um indicativo de que os juros não subirão na reunião do banco da próxima semana. O índice despenca para 56 mil pontos em um dia de pessimismo nos mercados globais e nas commodities após o bom resultado de ontem. Caso a taxa de juros aumente, o mercado internacional sofrerá consequências. O comportamento da presidente do Fed, Janet Yellen, que não vem mostrando segurança em suas declarações e deixa o mercado financeiro em dúvida sobre quais serão as medidas tomadas, é o principal responsável pela grande crise que se instala no mundo.

Nos EUA, os índices recuam mais de 1% em um movimento de correção após a euforia com o discurso de Brainard ontem, que reverteu a direção dos mercados no fim da tarde. As duvidas com relação ao estado de saúde da candidata democrata Hillary Clinton gera um clima de incerteza na política norte-americana, aumentando as possibilidades de Donald Trump se eleger. 

A Petrobras registra um tombo de 4,5% em meio à queda no preço do petróleo e uma realização de lucros após semanas de ganhos consecutivos. A ação é negociada a R$ 13,32, após atingir na quinta-feira passada R$ 14,29 na máxima de dois anos. 

O dia também é de grandes perdas para o setor siderúrgico, que estão entre as principais baixas do dia. Os bancos registram fortes desvalorizações, acompanhando o sentimento pessimista do mercado brasileiro. Bradesco lidera as perdas com recuo de 4%.

A Vale despenca 5% com o segundo forte recuo diário seguido do minério de ferro, que cedeu 3% e voltou aos US$ 56/t no mercado spot. A companhia informou através de seu diretor de RI, Peter Poppinga, que pretende retomar as operações da Samarco em 2017.

No cenário interno, a permanência da crise política fez com que o risco Brasil aumentasse, o que se acentuou após a cassação de Eduardo Cunha, na madrugada desta terça-feira, e o grande receio que há a respeito das possíveis retaliações do ex-deputado, e a possibilidade disso agravar a crise política. Com todo este cenário, o Brasil entra em rota de desconfiança no mercado.

Dólar

A moeda norte-americana sobre 2,25% e é vendida a R$ 3,3186, máxima em mais de dois meses. A divisa avança 0,3% no mercado internacional frente a uma cesta de moedas, após forte desvalorização nas commodities e correção do otimismo exagerado de ontem com a fala da diretora do Fed, Lael Brainard.