'WSJ': Após sete anos de pouco crescimento, EUA parecem atados à marcha lenta

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Matéria publicada nesta sexta-feira (22) no The Wall Street Journal, conta que economistas, executivos e trabalhadores americanos esperaram um longo tempo para os Estados Unidos superarem a ressaca pós-recessão. Um crescimento robusto com frequência parecia estar próximo, talvez no próximo trimestre ou no próximo ano.

Mas esse já não é o caso. A maioria dos formuladores de política monetária do Federal Reserve, o banco central americano, e os responsáveis pelas previsões do setor privado estão desistindo da tão esperada virada. Ao contrário, agora estimam que haverá pouca variação este ano e nos próximos, com a economia crescendo pouco mais de 2%, um desempenho muito similar ao dos últimos anos.

“Falar de um crescimento de 3% a essa altura, não que não possa acontecer, mas é improvável”, diz Joseph LaVorgna, economista-chefe do Deutsche Bank nos EUA, que já teve uma opinião muito mais otimista.

Segundo a reportagem, o produto interno bruto, a medida mais ampla dos bens e serviços produzidos pela economia americana, exibe altos e baixos, mas, na média, tem crescido a uma taxa anual ajustada pela inflação de 2,2% desde o fim da recessão, em meados de 2009, bem abaixo da média de 3,6% registrada ao longo da segunda metade do século XX, de acordo com dados do Departamento de Comércio.

O impacto vai além de meros números: uma economia de crescimento rápido gera mais empregos, eleva a renda das famílias e os padrões de vida, enquanto uma expansão mais lenta pode levar à estagnação. Os economistas não sabem ao certo por que a economia tem desacelerado. Alguns argumentam que o ritmo reflete fortes tendências de longo prazo que estão afetando os EUA e outras economias desenvolvidas. Outros culpam turbulências temporárias, mas persistentes, geradas pela crise financeira e a recessão. E alguns otimistas ainda preveem que o crescimento retomará seu antigo patamar — se a economia global voltar aos trilhos, se a política fiscal expansionista fornecer condição para o crescimento, se as reformas fiscal e regulatória estimularem os investimentos das empresas, se a produtividade acelerar.

A discussão sobre formas de gerar um crescimento mais forte e mais amplo é uma questão tão política quanto econômica e está reverberando no debate da campanha presidencial dos EUA deste ano, à medida que o descontentamento do eleitor tem beneficiado os candidatos de oposição não tradicionais.