Petrobras dispara 6% e garante alta do Ibovespa nesta quinta-feira

Mercado reage mal à decisão do BC de manter taxa de juros e dólar atinge maior valor da história

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O principal índice da bolsa brasileira abriu o pregão desta quinta-feira (21) com leve queda, mas reverteu a tendência e passou a subir influenciado pela disparada do petróleo após incêndio em terminal produtor na Líbia. Em resposta à recuperação do barril, a Petrobras teve forte alta em suas ações. No fechamento, o Ibovespa subia 0,19%, a 37.717 pontos.

As ações ordinárias (PETR3) da Petrobras disparavam 6,07%, cotadas a R$ 6,29, enquanto as preferenciais (PETR4) avançavam 1,58%, a R$ 4,50. A companhia exala otimismo global após um dia calmo nos mercados asiáticos e a fala do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que indicou que novos estímulos à economia do bloco poderão ser anunciados em março.

A empresa ganha também com a forte valorização do petróleo que voltou a ser negociado acima dos US$ 30, repercutindo notícias de ataque a um terminal de exportação na Líbia, o que pode atrasar a reentrada do país africano no mercado internacional. A estatal National Oil Corporation (NOC) confirmou a informação, qualificando o incidente como uma "catástrofe ambiental" com potencial para causar problemas respiratórios em pessoas na região norte da Líbia.

O incêndio, resultado de um ataque realizado por militantes do Estado Islâmico, tomou conta do noticiário do setor, superando os dados de estoque nos EUA de petróleo e gasolina que vieram fortes novamente.

No cenário nacional, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) trouxe uma perda menor do que se esperava nas vagas de trabalho em 2015. Foram 598.208 empregos perdidos no último mês do ano, contra a expectativa de 650 mil de analistas. No acumulado do ano, foram 1,63 milhão de vagas a menos.

Mercado repercute mal decisão do Banco Central e dólar atinge maior valor da história

A moeda norte-americana, contudo, voltou a registrar subir em relação ao real, em resposta à polêmica decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 14,25 ao ano, chegando a seu maior valor de fechamento na história. A moeda norte-americana subiu 1,47%, cotada a R$ 4,1655 na venda. Antes, em 23 de setembro de 2015, o recorde havia sido de R$ 4,1461.

Nesta manhã, o Banco Central fez mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, equivalentes a US$ 10,431 bilhões, e oferta de 11,6 mil contratos.

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