'WSJ': AB InBev capta US$ 46 bilhões com emissão de títulos de dívida
Matéria publicada nesta sexta-feira (15) no The Wall Street Journal, fala que os investidores lançaram de uma só vez a enorme oferta de títulos da Anheuser-Busch InBev (AB InBev).
A cervejaria gigantesca definiu o tamanho da colocação ontem em US$ 46 bilhões, a segunda maior emissão empresarial de títulos de dívida da história. A AB InBev recebeu de investidores interessados ordens de compra no valor de mais de US$ 100 bilhões, bem acima dos cerca de US$ 30 bilhões que planejava vender.
A emissão de títulos fica atrás apenas da feita pela telefônica Verizon Communications,em setembro de 2013, de US$ 49 bilhões.
A AB InBev, comandada pelo brasileiro Carlos Brito, planeja usar os recursos levantados na emissão para ajudar a financiar a aquisição da rival SABMiller, um acordo de mais de US$ 100 bilhões. A cervejaria ainda pode vender títulos em outras moedas, em outras datas, para levantar todo o dinheiro que precisa para comprar a rival.
O administrador de carteiras Christopher Coolidge, da Brandywine Global Investment Management, que gerencia cerca de US$ 69 bilhões, disse que a nova cervejaria vai ter um fluxo de caixa “excepcional”. Sua firma fez ordens de compra dos títulos da AB InBev, que segundo ele oferecem rendimentos atraentes. “Na verdade, estamos brincando internamente que mesmo se os EUA entrarem em recessão, essa empresa combinada provavelmente se beneficiaria”, disse Coolidge. “Se cairmos em recessão, todo mundo vai beber mais.”
O título de dez anos estava sendo comprado no fim da manhã de ontem com rendimento em torno a 1,65 ponto percentual acima dos papéis referenciais do Tesouro dos EUA, o que representa cerca de 3,75%.
A reportagem conta que a transação mostra a força dos mercados de bônus empresariais apenas um mês depois de uma grande onda de vendas ter derrubado os preços. Em meados de dezembro, os investidores temiam que a queda prolongada das commodities pudesse levar ao calote muitas mineradoras e empresas de energia com baixas classificações de crédito. Essas preocupações ainda existem, mas investidores dizem confiar na continuidade de uma expansão econômica modesto nos Estados Unidos neste ano e no bom desempenho de outros setores.
