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PetroRio divulga resultados referentes ao segundo trimestre de 2015

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PetroRio divulgou os resultados referentes ao segundo trimestre de 2015. As informações financeiras e operacionais descritas a seguir, exceto onde indicado o contrário, são apresentadas em bases consolidadas e em milhares de Reais (R$) de acordo com os padrões internacionais de demonstrações contábeis (IFRS), e incluem as subsidiárias diretas da Companhia: HRT O&G Exploração e Produção de Petróleo Ltda., HRT África Petróleo S.A., e HRT América Inc. e suas respectivas subsidiárias e filiais.

Em nota a administração informa que o segundo trimestre de 2015 marcou mais uma etapa de sucesso na estratégia da PetroRio em ser uma companhia eficiente, focada em ativos de produção, mesmo diante de um cenário desafiador.

"Neste período, o lifting cost da Companhia foi de US$ 33,11 por barril. A redução de 18,2% em relação ao 2T14 é fruto dos esforços de todo o time da PetroRio, bem como dos parceiros na operação do Campo de Polvo.

A empresa anuncia a aquisição de 20% da participação da Petrobras nos Campos de Bijupirá Salema (BJSA), o que permitirá à PetroRio deter 100% desses campos e implementar seu modelo eficiente de operação e medidas de Enhanced Oil Recovery nestes campos de forma célere. "Estimamos que a produção advinda de BJSA aumentará consideravelmente os níveis atuais de produção da PetroRio, confirmando nossa presença entre as mais importantes empresas emergentes da indústria petrolífera local e consolidando a posição como uma das maiores produtoras independentes do Brasil. Considerando a produção estimada dos Campos de BJSA, a PetroRio deverá ficar entre os quatro maiores produtores brasileiros. Também considerando a produção atual desses campos, a Companhia potencialmente irá quintuplicar seu faturamento."

A nota prossegue afirmando que em maio, foi anunciado o farm-out dos blocos de óleo e gás localizados na Bacia Sedimentar do Solimões para a Rosneft, que já detinha a operação deste ativo. O valor da transação, que foi aprovada pela ANP em 01 de julho, foi de US$ 55 milhões, contribuindo para reforçar o caixa da Companhia.

"Outro destaque do período foi a gestão do Campo de Polvo, cuja produção segue acima da curva projetada, bem como sua eficiência operacional - 98,5% no 2T15, a melhor marca para uma empresa no offshore brasileiro."

"Acreditamos que o cenário da indústria de óleo e gás continuará desafiador, porém estamos bem posicionados para continuar a apresentar resultados cada vez melhores. Estamos confiantes de que mesmo com o preço do Brent em US$ 50/barril, a PetroRio poderá gerar caixa nos próximos trimestres."

"Seguimos otimistas na execução da nossa estratégia, com disciplina financeira e buscando a criação de valor para nossos acionistas, mantendo sempre a excelência na segurança operacional das atividades."

Confira o resultado:

RESULTADO OPERACIONAL

CAMPOS DE BIJUPIRÁ E SALEMA (BJSA)

Adicionalmente à transação anunciada no início desse ano, quando a PetroRio assinou contrato de compra e venda para aquisição de 80% de participação sobre os direitos e obrigações dos contratos de concessão de BJSA com a Shell Brasil Petróleo Ltda. ("Shell"), em julho a Companhia divulgou a aquisição da participação remanescente, que pertencia à Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras.

A conclusão de ambas as transações ainda depende de determinadas condições precedentes, inclusive a aprovação da cessão dos direitos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP. Após a obtenção de tais aprovações, a PetroRio passará a ser a operadora de 100% de BJSA, com data de vigência (effective date) a partir de 01 de janeiro de 2015, e também será proprietária da plataforma FPSO Fluminense, com capacidade de armazenamento para 1,2 milhão de barris de óleo.

CAMPO DE POLVO

No 2T15, foram produzidos 812,7 mil barris no Campo de Polvo (100% do campo), com produção média de gás natural de 26.525 m3 por dia. Atualmente, 93% do gás produzido é aproveitado como combustível nas suas atividades.

Desde que a PetroRio passou a ser a operadora de Polvo em janeiro/2014, os níveis de produção vêm apresentando maior estabilidade, resultado do meticuloso gerenciamento de reservatório. No 2T15, a eficiência operacional média atingiu 98,5%, frente a 93,3% no ano de 2014, o que indica notável progresso na operação de Polvo.

No mês de julho, a caldeira de geração de energia (boiler) do FPSO Polvo apresentou problemas em função da fadiga natural do material, ocasionando uma parada não programada por sete dias, com interrupção da produção do Campo. A PetroRio, comprovando seu foco na eficiência operacional e no planejamento da curva de produção, aproveitou estes dias de parada não programada, acionou suas contingências e antecipou a certificação das Pressure Shutdown Valves (PSVs). Essa certificação, que estava programada para o mês de novembro, quando a produção seria paralisada por 10 dias, foi então antecipada.

No último ranking mensal disponibilizado pela ANP (relativo ao mês de junho/15), a PetroRio configura como a sétima maior empresa operadora de campos produtores de petróleo e gás do Brasil. Considerando a produção estimada dos Campos de BJSA, a Companhia ficará entre os quatro maiores produtores brasileiros.

Abaixo, segue a produção média mensal diária de petróleo desde janeiro/14:

Ao final de junho, o volume de óleo em estoque em Polvo correspondente à PetroRio somava 424,0 mil barris. O custo operacional gerenciável (lifting cost) do Campo de Polvo (100% do campo) totalizou US$ 28,9 milhões, 27,1% inferior ao verificado no 2T14, indicando o sucesso da PetroRio na condução do plano de redução de custos operacionais, que incluiu a renegociação de contratos com os principais fornecedores e a revisão de escopo de serviços.

No semestre, o lifting cost foi de US$ 59,8 milhões, diminuição de 22,6% em relação ao primeiro semestre de 2014, quando somou US$ 77,3 milhões.

O lifting cost de Polvo alocado à participação da PetroRio foi de US$ 16,1 milhões no trimestre, correspondente a US$ 33,11 por barril, 18,2% abaixo do 2T14, US$ 40,49 por barril. Esse resultado positivo foi alcançado mesmo com a queda natural na produção do Campo.

O respeito e o compromisso com a segurança operacional e com o meio ambiente são mandatórios para a PetroRio. Isso fica comprovado na operação em Polvo, que em 30 de junho de 2015 somava 1.120 dias sem acidentes com afastamento de trabalho.

TRANSAÇÃO MAERSK – 40% CAMPO DE POLVO

A PetroRio vem ativamente discutindo com a ANP a constituição de um fundo de provisionamento para futuro abandono do Campo de Polvo. Essas conversas têm evoluído e a Companhia acredita em um desfecho positivo ao longo do segundo semestre de 2015.

NAMÍBIA

A PetroRio segue engajada em conversas com o Governo da Namíbia com o intuito de estender as licenças exploratórias naquele país. Apesar de a Namíbia ser uma nova fronteira, com riscos exploratórios inerentes, a Companhia ainda acredita haver grande potencial para produção de óleo nesses blocos. Todavia, a PetroRio considera que para o desenvolvimento de qualquer projeto no futuro, será necessária a participação de um ou mais parceiros.

BACIA SEDIMENTAR SOLIMÕES

Em linha com sua estratégia de focar em ativos de produção e minimizar a exposição ao risco exploratório, a PetroRio concluiu no 2T15 o desinvestimento do Solimões, que teve início em 2014. A transação com a Rosneft Brasil E&P Ltda. (“Rosneft”), que já era a operadora deste ativo, foi aprovada pela ANP em julho, no valor de US$ 55 milhões, e vai contribuir para reforçar a posição de caixa da Companhia.

DESEMPENHO ECONÔMICO FINANCEIRO

O EBITDA ajustado1 da PetroRio somou R$ 16,0 milhões no 2T15, positivamente impactado pela venda de óleo realizada em abril e pelos menores gastos em função do desinvestimento do Solimões. 

Foram vendidos aproximadamente 623 mil barris de óleo no mês de abril ao preço de US$ 48,3 por barril (já descontados os ajustes de logística e qualidade do produto), com geração de receita de R$ 91,6 milhões.

No 2T14, a PetroRio vendeu cerca de 595 mil barris, com receita de R$ 136,8 milhões. A desvalorização verificada no preço médio do Brent entre o 2T14 (US$ 109,65) e o 2T15 (US$ 64,01) impactou diretamente as receitas auferidas nesse período.

Neste trimestre, os custos dos produtos vendidos somaram R$ 63,8 milhões e os gastos com royalties, R$ 9,6 milhões. 

As despesas gerais e administrativas, que incluem gastos com pessoal e outras despesas e receitas não recorrentes, no valor de R$ 3,9 milhões, apresentam diminuição de 80,8% em relação ao 2T14, demonstrando o foco da Companhia na redução de custos e despesas. 

Devido a reestruturação organizacional conduzida na PetroRio para adequá-la à sua nova realidade corporativa, a Companhia encerrou junho/2015 com 90 empregados, redução de 50,8% em relação ao 2T14.

O resultado financeiro no 2T15 foi uma perda de R$ 12,1 milhões, composto por receitas financeiras de R$ 55,2 milhões e despesas financeiras de R$ 67,3 milhões. A PetroRio obteve resultado líquido negativo de R$ 16,2 milhões no trimestre.

CAIXA TOTAL, EQUIVALENTES E APLICAÇÕES FINANCEIRAS

A Companhia encerrou o 2T15 com posição de caixa consolidado no valor de R$ 356 milhões, primordialmente alocados no exterior, em dólares norte-americanos. A redução de R$ 6,1 milhões frente ao 1T15 é justificada por:

>> Recebimento de R$ 90,8 milhões advinda da venda de óleo realizada no mês de abril;

>> Custos de produção, despesas operacionais e pagamentos de royalties (líquidos de recebimentos de cash calls) no montante de R$ 85,5 milhões;

>> Redução de R$ 8,4 milhões resultante da variação cambial do caixa da Companhia em moeda estrangeira;

>> Despesas financeiras líquidas de R$ 9,9 milhões;

>> Recebimento de R$ 4,7 milhões relativo ao complemento da venda de três aeronaves realizada no 1T15;

>> Ingresso de R$ 1,6 milhão referente à venda de ativos relativos à Namíbia.

A evolução do fluxo de caixa entre março e junho/2015 está apresentada abaixo. 

No encerramento do 1T15, o volume de óleo em estoque relativo à PetroRio representava 562,9 mil barris, equivalente a R$ 82,3 milhões. A venda de óleo realizada em abril resultou em entrada de caixa no valor de R$ 90,8 milhões.

No término do 2T15, o volume de óleo em estoque correspondente à Companhia totalizava 424,0 mil barris (equivalente a R$ 63 milhões). Por questões operacionais e logísticas, a venda de 178 mil barris de óleo, cuja negociação teve início no final do 2T15 foi concluída alguns dias após o fechamento do trimestre e estará refletida no resultado da Companhia no 3T15. A receita auferida foi de aproximadamente R$ 26,5 milhões. Abaixo, está apresentada a simulação do registro dessa venda de 178 mil barris no 2T15, uma vez que os gastos relacionados a esse offtake foram incorridos neste trimestre. Assim, considerando esta simulação, a receita obtida pela PetroRio teria sido de R$ 123,3 milhões e o EBITDA ajustado, R$ 21,5 milhões, 34,4% acima do efetivamente registrado. 

SUBSTITUIÇÃO DE AUDITOR INDEPENDENTE

Conforme divulgado pela PetroRio em março/15, em observância às determinações da Instrução CVM nº 308/1999, conforme alterada, a Ernst & Young Terco (“EY”) foi substituída pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes (“Deloitte”) e, a revisão das Informações Trimestrais referentes ao segundo trimestre de 2015 já foi realizada pela Deloitte. A substituição dos auditores independentes seguiu a regulamentação brasileira, que prevê que as companhias abertas devem substituir seus auditores independentes a cada cinco anos.

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