International Pipeline Conference foca em segurança e integridade de dutos
O foco principal da International Pipeline Conference, a IPC, que acontece em Calgary, no Canadá, é a segurança e a integridade de dutos, com 350 trabalhos. Ernani Filgueiras, gerente executivo de abastecimento, petroquímica e biocombustíveis do IBP, em entrevista à Petronotícias, explica que uma das motivações para os temas é que a malha de dutos no Canadá e nos Estados Unidos é antiga e precisa de cuidados especiais. Outro motivo é a demora de aprovação e licenciamento de novos grandes projetos de gasodutos em andamento.
De acordo com Filgueiras, o IBP tem contato com a ASME, um dos patronos da conferência, desde que criou a Rio Pipeline. "Formamos um convênio com eles, em que damos apoio institucional à IPC e eles dão suporte à nossa feira no Brasil. Desde então, vem sempre alguém do instituto para cá. Inclusive, em anos anteriores, tivemos nosso estande aqui. Nesta edição, por motivos operacionais, não temos. Viemos junto com empresas como Liderroll, Petrobrás e Transpetro, que são parceiras muito importantes", disse à Petronotícias.
Filgueiras ressalta a importância dos eventos sobre pipeline, lembrando que, há 10 anos não havia eventos voltados para o tema. A Rio Oil & Gas abordava o assunto mas se resolveu que era necessário realizar um evento específico, que aconteceu internamente na Petrobrás, com apoio do IBP e da ANP, com a apresentação de "meia dúzia de trabalhos técnicos". O interesse foi crescendo, e surgiu a Rio Pipeline, "que é tão grande quanto ou até maior que a IPC, sem querer desmerecê-la".
Sobre o problema de segurança nos dutos, ele explica: "Atribuo isso à falta de perspectiva de construção de novos dutos, tanto no Brasil quanto no Canadá. A malha de dutos daqui, e principalmente a dos Estados Unidos, é antiga. Aqui há 400.000 quilômetros de dutos, 20 vezes o que há no Brasil. Além disso, houve em 2010 um acidente emblemático em San Bruno, na Califórnia. Sempre houve muita preocupação como segurança e, à medida que a malha vai ficando ainda mais antiga, a atenção tem que ser redobrada. Tem sido assim nas últimas edições, tanto na Rio Pipeline quanto na IPC. As tecnologias de inspeção, integridade e previsão têm ganho uma dimensão muito grande."
A Rio Pipeline 2015 abriu a chamada de trabalhos técnicos em abril, que termina no dia 31 de outubro. Segundo Filgueiras, muitos trabalhos já estão inscritos e o evento deve fazer um esforço maior para se projetar globalmente. "Acho que a Rio Pipeline 2015 será mais forte do que foram as edições anteriores. Sempre temos como objetivo a melhoria contínua e, de certa forma, temos conseguido isso. Só houve um pequeno contratempo depois da crise de 2008, que nós sentimos em 2009, quando o número de expositores diminuiu. Mas já recuperamos em 2011 e quero crer que continuará melhorando", informou.
