Seguro desemprego pode estourar orçamento

Proposta de mudança feita por Mantega ganha força

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A proposta do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de mudar o sistema de pagamento do seguro desemprego, trocando o primeiro pagamento pela capacitação dos trabalhadores, ganha força com os resultados do desembolso de outubro. Do início do ano até o mês passado, os benefícios pagos já somam pouco mais de R$ 23 bilhões e até o final do ano há uma grande possibilidade desses recursos não serem suficientes para fazer frente às solicitações dos trabalhadores demitidos.

As verbas para o seguro desemprego tiveram um aumento para R$ 25 bilhões, mas mesmo assim esse montante poderá ficar aquém das necessidades. A grande procura pelo seguro desemprego pode ser explicado pela alta rotatividade dos trabalhadores, embora o mercado esteja aquecido. O maior problema, segundo economistas, é que a maior oferta de vagas são para salários baixos, justamente onde há a maior rotatividade de trablhadores.

O governo também levanta a hipótese de fraude com anuência dos patrões que estariam demitindo seus empregos para receber o benefício e em seguida seriam recontratados já que há boa oferta de vagas. Com seis meses de trabalho com carteira assinada, o trabalhador demitido sem justa causa já tem direito ao seguro-desemprego, o que facilita esse acesso ao seguro.