Dólar recua nas primeiras ofertas do dia

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O dólar comercial opera com perdas de 0,44% nas primeiras ofertas do dia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,028 na compra e R$ 2,030 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, a sexta-feira foi marcada pelo maior patamar do dólar frente ao real em quatro meses. Sem a atuação do Banco Central, que ainda não viu volatilidade suficiente na moeda para intervir, os investidores preferiram atuar na mesma tendência externa de valorização da moeda americana. Durante a semana o foco será no discurso de integrantes do FED, inclusive do presidente na quarta-feira. Se o cenário promissor do mercado de trabalho americano se confirmar como duradouro, o programa de recompra de títulos será extinto, o que pode ainda causar alguma precificação adicional para o câmbio. As consequências devem ser sentidas na demanda por dólar em si e pela diminuição da cotação das commodities, o que tem potencial de redução na balança comercial brasileira, inserindo um pouco mais de pressão no real no sentido da desvalorização. O dia de hoje tem viés neutro na abertura, com possível realização marginal de lucros recentes para o dólar.

Sem uma agenda global de destaque, investidores ficam no aguardo do discurso de mais um membro do Federal Reserve (Fed, o banco dos EUA).

Aqui no Brasil, o Banco Central (BC) publicou o Boletim Focus, que na medição, a previsão para a taxa de câmbio em 2013 subiu para R$ 2,02. Para 2014 a taxa ficou em R$ 2,06.

Entretanto, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de maio, variação de 0,01%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,28%.

Por outro lado, depois de ter crescido 7,7% em março/13, a quantidade de empresas que procurou crédito avançou ainda mais em abril/13 crescendo 3,9% na comparação mensal, conforme apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Na comparação com abril do ano passado, a demanda das empresas por crédito aumentou 1,4%, registrando a primeira taxa positiva neste critério de comparação após 11 meses consecutivos de quedas (entre maio/12 e março/13).