Ibovespa recua com PIB norte-americano
O principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, acompanha o desempenho das bolsas internacionais e recua influenciado pela preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos que ficou abaixo do esperado pelo mercado. Há pouco, o índice, desvalorizava 0,61%, aos 54.627 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.759 bilhão.
De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, depois de cinco dias de alta, o Ibovespa fechou praticamente estável na última quinta-feira, com investidores realizando parte dos lucros recentes. O mercado externo não traz impulso positivo com a cautela em relação ao crescimento americano. Commodities para baixo podem atrapalhar o movimento e melhora por aqui. Setores ligados ao mercado externo podem ter performance pior por esse motivo. Hoje, 26, a Petrobras divulga o resultado trimestral ao final do pregão, com reações previstas para a próxima segunda-feira, 29. A posição do investidor estrangeiro ainda não muda. O cenário macroeconômico de baixo crescimento ainda deixa investidores desanimados com o desempenho da bolsa local.
No Japão, o Banco Central anunciou as novas previsões de crescimento e inflação para a terceira potência econômica mundial, apostando na política monetária extremamente flexível e no aumento dos encargos públicos. A instituição prevê para o ano fiscal em curso (abril de 2013 a março de 2014) um crescimento de 2,9%, contra 2,3% na estimativa anterior, e de 1,4% para 2014/2015, ao invés de 0,8%.
Na Europa, o Governo espanhol anunciou hoje, 26, que a economia espanhola terá uma queda de 1,3% este ano antes de experimentar um crescimento de 0,5% em 2014, enquanto que o desemprego começará a cair este ao, situando-se em 26,7% em 2014 e 25% em 2015.
Em Wall Street, o Governo norte-americano revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2,5% no primeiro trimestre de 2013 (1T13), contra 0,4 % do último trimestre de 2012, mas, o número ficou abaixo do esperado por analistas que era uma alta de 3%.
Por outro lado, os consumidores norte-americanos estão mais confiantes em abril. A Universidade de Michigan ressaltou que a confiança dos consumidores melhorou nos Estados Unidos em abril, como indicador registrando 4,1 pontos a mais em relação a março, alcançando os 76,4 pontos, enquanto a média das previsões dos analistas apontava para uma alta menor, a 73,2 pontos.
Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta desempenho similar aos dos pares internacionais. Há pouco, a bolsa recuava 0,61%.
E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que tem como objetivo medir a evolução dos preços de produtos na 'porta da fábrica', sem impostos e fretes, variou 0,03% em março, registrando uma aceleração em relação a fevereiro. A alta do índice foi influenciada pelo avanço nas atividades industriais relacionadas à madeira e a confecção de artigos de vestuário.
Além disso, o Banco Central revelou que a taxa de juros cobrada das famílias pelo sistema financeiro caiu 0,5 ponto percentual de fevereiro para março deste ano e chegou a 24,4% ao ano.
Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da OGX (ON) que avançavam 5,36% e a MMX (ON) que apresentavam alta de 3,69%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Fibria (ON), que recuavam 3,78% e a Embraer (ON) que apresentavam revés de 3,37%.
