Dólar recua nas primeiras ofertas do dia

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O dólar comercial opera com perdas de 0,10% nas primeiras ofertas do dia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,012 na compra e R$ 2,014 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o Banco Central mostra um tom mais conservador, defendendo que a inflação precisa ser combatida, dados seus efeitos perversos sobre o poder de compra, geração de emprego e o potencial de crescimento da economia. Incorpora em suas projeções que o ambiente externo se manterá favorável para o desaquecimento de preços e que a atividade interna pode mostrar uma retomada em 2013 e 2014, justificando assim uma atuação do Banco Central. Porém, a instituição deve se manter conservadora na condução da política monetária, para não ferir essa retomada da atividade. Nos cenários da instituição a inflação ainda se manterá acima da meta nos próximos dois anos. Com isso, o cenário de juros muda pouco para o curto e médio prazo, não alterando a atratividade do real frente ao dólar. Na Europa, os dados mais favoráveis de PIB no Reino Unido aumentam a atratividade da Libra e seguem as apostas sobre os próximos passos de política do BCE. Na abertura vemos o Euro subir 0,59% negociado a R$ 1,3092.

Entre as informações que ganham destaque, o Escritório Nacional de Estatísticas revelou que o Reino Unido evitou a recessão ao registrar um crescimento de 0,3% no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2012. O ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, destacou que o dado é um "sinal promissor de que a economia está se recuperando".    

E deixando um tom de pessimismo no pregão, Instituto Nacional de Estatísticas (INE) apontou que o desemprego na Espanha voltou a crescer no primeiro trimestre de 2013 e atingiu o nível recorde de 27,16% da população ativa, superando seis milhões de pessoas em um país afetado pela recessão.    

Em Wall Street, o Departamento de Trabalho do país divulgou que os pedidos semanais de seguro desemprego caíram, aproximando-se de seu menor nível em cinco. Foram 339.000 novos pedidos de 14 a 20 de abril, ou seja, 4,5% a menos que na semana anterior.    

E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, a Pesquisa Mensal de Emprego realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, revelou que a taxa de desemprego foi estimada em 5,7%, a menor para o mês de março desde o início da série (março de 2002), sem variação em relação ao resultado apurado em fevereiro (5,6%).    Além disso, o Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) registrou, em abril, taxa de variação de 0,84%, acima do resultado do mês anterior, de 0,28%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). E contribuiu para alta o índice referente à Mão de Obra que registrou variação de 1,15% contra os 0,14% do mês anterior.