Dados europeus devem derrubar bolsas mundiais

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As principais bolsas de valores mundiais devem apresentar recuo nesta quinta-feira, refletindo os números menos favoráveis do Produto Interno Bruto (PIB) da região europeia. Com isso, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em queda.

Em contrapartida, as bolsas da Ásia encerraram o dia com avanços, embora com perdas modestas entre ações ligadas ao setor financeiro, após anúncio do PIB japonês, que mostrou ligeira contração no quarto trimestre, contrariando expectativa de alta. De outubro a dezembro, o Produto Interno Bruto (PIB) da terceira maior economia mundial caiu 0,1% na comparação com o período julho-setembro, o terceiro trimestre consecutivo de retrocesso, segundo o anúncio do governo.

Por outro lado, na Europa, os mercados acionários operam em queda, diante da divulgação dos resultados do PIB de Alemanha, França e Itália inferiores ao esperado pelos analistas. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,85%, aos 3.666 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 1,20%, aos 7.620 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava queda de 0,81% aos 6.307 pontos.

Por lá, a economia da Alemanha, a maior da Europa, registrou contração de 0,6% no quarto trimestre de 2012 na comparação com o período anterior, anunciou a agência federal de estatísticas Destatis, que aumentou assim em um décimo a primeira estimativa de janeiro (-0,5%).

No mesmo sentido, o Produto Interno Bruto (PIB) da França retrocedeu 0,3% no quarto trimestre na comparação com o período anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee). Além disso, o crescimento do país foi nulo em todo o ano passado.

E contribuindo ainda mais para a cautela dos investidores, o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro recuou 0,6% no quarto trimestre de 2012 se comparado com o trimestre anterior, segundo dados preliminares divulgados hoje, 14, pela agência de estatísticas europeia, o Eurostat.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo negativo. Mas, investidores aguardam a divulgação dos pedidos iniciais de auxílio desemprego (semanal).

Entre as informações empresariais da região, os conselhos de administração da AMR, matriz da American Airlines e da US Airways aprovaram a fusão das duas companhias aéreas, o que deve criar a maior empresa do setor nos Estados Unidos e um gigante mundial, informaram fontes ligadas às negociações.

Por aqui, o Ibovespa deverá seguir em linha com o ambiente externo.

Abrindo a agenda de indicadores econômicos brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, desacelerou e ficou em 1,01% na primeira prévia de fevereiro, ante 1,15% registrados na semana anterior.

Além disso, em janeiro, a quantidade de pessoas que procurou crédito avançou 2,2% em relação ao último mês do ano passado, segundo dados do Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito.

Por fim, no mercado de câmbio, o dólar deverá apresentar avanços, de modo mais acentuado em relação às moedas europeias, após divulgação do desempenho do PIB no quarto trimestre abaixo do esperado em grandes economias da região.