BC reduz novamente a estimativa para o crescimento da economia

Autoridade monetária também prevê inflação de 5,7% neste ano, superior ao centro da meta

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O Banco Central (BC) reduziu a estimativa para o crescimento da economia este ano. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,6% para 1%. 

Em setembro, a projeção para o crescimento da economia em 2012 já tinha sido revisada de 2,5% para 1,6%. Em junho, havia passado de 3,5% para 2,5%.

A projeção para o crescimento do PIB no período de quatro trimestres encerrado em setembro de 2013 é 3,3%, 2,4 ponto percentual superior ao resultado registrado, no mesmo tipo de comparação, no terceiro trimestre deste ano.

O BC também aumentou a previsão de alta nos preços para 2012. A autoridade monetária, que antes acreditava numa inflação de 5,2% neste ano, prevê que os preços devem aumentar, em média, 5,7%, uma alta de 0,5 ponto percentual em relação à estimativa anterior (datada de setembro deste ano).

A previsão é bem acima do centro da meta perseguida pelo governo, que é de 4,5%. Entretanto, o BC vê queda do indicador ao longo de 2013. Os primeiros três meses do ano que vem devem registrar inflação de 5,7% com queda para 5,5%, 4,9% e 4,8% no segundo, terceiro e quarto trimestre, respectivamente. 

Para 2014, a projeção é de que a inflação aumente logo nos três primeiros meses do ano, atingindo 5,1%, e recue para 5,0% e 4,9% no terceiro e quarto trimestre, respectivamente.

Para a autoridade monetária, o setor da economia que será o maior responsável por puxar os preços para cima em 2012 é o de serviços, que causou pressão inflacionária ao longo de todo este ano. O setor tem tido demanda acima dos demais - fenômeno explicado, em parte, pela manutenção do consumo das famílias em patamar elevado, o que tem "segurado" o crescimento brasileiro.

O BC também trabalha com o chamado "cenário de referência", que supõe que a taxa básica de juros da economia, a Selic, se mantenha no atual patamar de 7,25% ao longo do ano que vem, e que a taxa de câmbio permanecerá em R$ 2,05/US$.