Índice de Confiança da Construção evolui favoravelmente em outubro

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Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação  Getulio Vargas evolui de forma favorável na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em outubro, o Indicador Trimestral¹ apresenta uma queda de 5,1%, a menor variação negativa da série de comparações interanuais, iniciada em setembro de 2011. No mês passado, a variação havia ficado em -7,8% nas mesmas bases de comparação. O resultado sinaliza aumento do ritmo de atividade no setor.

A melhora relativa do ICST ocorreu em todos os principais segmentos monitorados pela pesquisa. Aqueles que apresentaram melhoras mais expressivas na comparação interanual em outubro foram: Construção de Edifícios e Obras de Engenharia Civil, com variação de -4,3%, contra -7,4%, em setembro; Aluguel de Equipamentos, com variação de -4,6%, ante -7,3% no mês anterior; e Obras de Instalações, com variação de -5,6%, frente a -7,3%.

Houve avanço tanto na percepção das empresas em relação ao momento atual quanto nas expectativas para os meses seguintes. A variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de -9,4%, em setembro, para -5,5%, em outubro. No mesmo período e base de comparação, o Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -6,4%, em setembro, para -4,7%, em outubro.

O quesito evolução recente da atividade foi o que mais contribuiu para a alta do ISA-CST no trimestre findo em outubro de 2012. A variação interanual do indicador trimestral deste item foi de -4,8%, em outubro, frente a -9,9%, em setembro. Das 703 empresas consultadas, 26,8% avaliaram que a atividade aumentou no trimestre findo em outubro, contra 29,5% no mesmo período de 2011; em contrapartida, 17,4% consideraram que a atividade diminuiu (contra 14,5%).

O quesito que mede o grau de otimismo com a tendência dos negócios no horizonte de seis meses foi o que exerceu maior influência na melhora do  IE-CST. A variação interanual trimestral do item foi de -3,2%, contra -5,6%, em setembro. A proporção de empresas prevendo aumento na demanda foi de 40,2%, ante 45,3%, em outubro de 2011, enquanto a parcela das que esperam diminuição passou de 4,8% para 4,2% do total.