Mantega diz que não cabe ao governo tratar de problemas da GM
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira que não cabe ao governo tratar de problemas localizados na General Motors (GM). "Há problemas localizados em São José dos Campos (SP). Não cabe ao governo entrar nos detalhes, é um problema da organização interna da empresa. O que nos interessa é que a GM tenha saldo positivo e esteja contratando, e isso está sendo cumprido", enfatizou o ministro, após um encontro com executivos da empresa.
A GM deixou de produzir três dos quatros modelos que eram fabricados na Montagem de Veículos Automotores de São José dos Campos: o Corsa Hatch, Meriva e Zafira. Apenas foram mantidas as atividades em relação ao Classic. No entanto, a empresa informou ter aumentado a produção da pick-up S10, no complexo industrial. A projeção do sindicato é de corte de 1,5 mil empregos.
Também nesta terça-feira, os funcionários da linha de montagem da General Motors, em São José dos Campos, começaram a trabalhar uma hora depois do previsto para o início da jornada do primeiro turno, marcado para as 5h50. Segundo a GM, logo após uma assembleia, os metalúrgicos retomaram as atividades nesse setor. Nas demais unidades, onde atuam 7,2 mil empregados, o expediente está normal.
Está prevista para as 14h30 de hoje (31) uma assembleia na unidade de produção da pick-up S10, que fica no mesmo polo industrial.
Por meio de nota divulgada ontem (30), o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região defendeu a necessidade de uma ação por parte do governo federal contra as demissões. A entidade afirma que apesar dos estímulos fiscais por meio de reduções do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) tem ocorrido corte de pessoal.
Com base em estudos feitos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o sindicato da categoria informou que a GM cortou 1.189 vagas, entre julho de 2011 e junho de 2012 e que só na unidade de São José dos Campos foram eliminados 1.044 postos. Esse total, segundo a entidade, exclui os 356 trabalhadores que aderiram ao Programa de Demissão Voluntária ocorrido em duas etapas, recentemente.
