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Banco Mundial alerta sobre o preço dos alimentos 

Por Eleutério Guevane 

O Banco Mundial divulgou recomendações para reduzir o impacto de uma crise devido ao aumento de preços dos alimentos.

Em nota, publicada nesta segunda-feira, a instituição diz estar atenta à seca excepcional nos Estados Unidos, aliada às condições das safras de grãos e a um consequente aumento dos preços dos alimentos em nível internacional.

O órgão indica que os mais pobres são altamente vulneráveis ao aumento do preço dos alimentos e sugere medidas a curto prazo para aliviar a pressão.

Estas incluem programas de merenda escolar, transferências de dinheiro e comida pelo trabalho.

A médio e longo prazos, o Banco Mundial indica serem necessárias políticas fortes e estáveis aliadas a investimentos contínuos na agricultura dos países em desenvolvimento.

O presidente do Banco, Jim Yong Kim, defendeu que uma subida acentuada de preços dos alimentos levaria famílias a tirar os filhos da escola ou a comer alimentos mais baratos e menos nutritivos.

Segundo defende, tais medidas resultariam em efeitos catastróficos sobre o bem-estar social, físico e mental de milhões de jovens.

Apesar de não haver previsão da escassez dos principais grãos, os estoques podem ser baixos, e as colheitas continuarão a depender do clima global, o que dita que os preços estejam mais vulneráveis à volatilidade.

Como consequência, o mercado deverá ficar imprevisível e apresenta riscos de segurança para os consumidores e governos. A volatilidade também deve desencorajar para o desenvolvimento agrícola devido ao aumento dos riscos financeiros e de incerteza para os produtores e comerciantes.

O Banco Mundial observa que este ano, os preços subiram em produtos como o trigo, milho e soja.