Mercados mundiais seguem em recuperação, Ibovespa retrai
As bolsas internacionais mostraram recuperação moderada e encerraram o pregão em alta, em sentido oposto do Ibovespa, que teve nova desvalorização, principalmente motivada pela saída de investimentos estrangeiros.
Segundo Luiz Gustavo Pereira, analista da Futura Corretora, os mercado externos apresentaram melhora com a notícia de que as chances de a Grécia permanecer na Zona do Euro são grandes. Já no mercado brasileiro, a saída do fluxo estrangeiro não deixa o Ibovespa se sustentar, somado a desaceleração da China que contribui para o aumento do risk-off.
Na Ásia, as bolsas fecharam mistas nesta quinta-feira, respondendo à divulgação do índice PMI preliminar da China, que veio abaixo do esperado. O índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de manufatura do país ficou em 48,7 pontos, resultado inferior ao de abril de 2012, que foi de 49,3 pontos. O indicador continuou abaixo dos 50 pontos, o que apresenta retração da economia.
No Velho Continente, a agenda não veio animadora. Foi divulgado que a economia do Reino Unido registrou contração maior do que o esperado para o primeiro trimestre de 2012, de acordo com a segunda estimativa do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) que confirma a recessão técnica. O Produto Interno Bruto (PIB) britânico caiu 0,3% entre janeiro e março, contra 0,2% anunciado mês passado, depois de ter sofrido um primeiro retrocesso de 0,3% no último trimestre de 2011.
O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que mede amplamente o setor privado combinado a dados manufatureiros e de serviços da zona do euro também registrou queda no mês de abril, passando de 46,7 pontos para 45,9 pontos, de acordo com o instituto Markit Economics.
Na mesma linha venho o índice de confiança dos empresários na Alemanha em maio, que registrou queda de 109,9 pontos em abril para 106,9 pontos neste mês, segundo o Instituto de pesquisas Ifo.
Além disso, o encontro informal entre os líderes da Europa, realizado ontem, não trouxe grandes avanços. Em Londres, o índice FTSE 100 fechou com alta de 1,59% aos 5.350 pontos, o DAX, em Frankfurt, teve ganhos de 0,48% aos 6.315 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 valorizou 1,16% aos 3.038 pontos.
Em Wall Street, os dados da agenda que vieram positivos, porém abaixo do esperado pelo mercado. Neste sentido, o número de pedidos de auxílio-desemprego (initial claims) no ambiente norte-americano registrou queda de 2 mil na semana encerrada em 19 de maio, chegando a 370 mil, de acordo com informações do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.
E o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana superou a estimativa do mercado durante o mês de abril. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA nesta quinta-feira (24). O índice registrou avanço de 0,2% no referido mês. Com isso, o índice Dow Jones fechou com alta de 0,27% aos 12.529 pontos; o S&P 500 subiu 0,14% a 1.320 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq desvalorizou 0,38% aos 2.839 pontos.
O índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, encerrou a sessão desta quinta-feira com valorização de 0,79%, aos 2.306 pontos.
Por aqui, o Ibovespa desvalorizou 1,02% sentindo o reflexo da saída de investimentos.
Na agenda doméstica, destaque para a taxa de desemprego de abril de 2012 que foi de 6,0% para o conjunto das seis regiões metropolitanas, segundo dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Já o petróleo apresentou leve recuperação.
Na renda fixa, os juros futuros operaram em alta. O contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2013, o mais negociado, apresentou taxa anual de 8,06%.
Já o dólar apresentou desvalorização de 0,24%, vendido a R$ 2,037.
Com Investimentos & Notícias
