Confiança do consumidor cai 1,2% em maio, aponta Fecomercio
Depois de registrar leve alta em abril, a confiança do consumidor paulistano volta a cair em maio, é o que revela o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do munícipio de São Paulo, apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Neste mês, o indicador assinala queda de 1,2% ao passar de 165 pontos para 163 pontos, em escala que varia de 0 a 200 pontos e demonstra otimismo quando acima dos 100 pontos.
A queda do nível de confiança em maio se deve pela redução de um dos indicadores que integram o ICC. O Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), que mede o grau de satisfação dos consumidores com o momento atual da economia, apresentou retração em todos os quesitos que o compõe, com declínio de 4,3% frente abril. O segmento que mais contribuiu para a evolução desfavorável do indicador foi o de consumidores com idade inferior a 35 anos, com recuo de 5,7% frente ao mês de abril. A percepção do público feminino também corroborou para o resultado ao apresentar queda de 5,5% ante o mês anterior.
No caminho contrário, o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), grupo que mede a percepção futura dos consumidores, mostrou avanço de 0,9%. No resultado do IEC em maio, destaca-se a dicotomia entre as classes de renda. Enquanto os consumidores com renda superior a 10 salários mínimos assinalaram queda de 0,3%, àqueles abaixo desse patamar indicaram alta de 3,2%. Os projetos de melhoria das condições com base em redução de juros e projetos de aceleração econômica tendem a ser mais bem recebidos pelas faixas de renda menores - possivelmente as mais afetadas com as mudanças da situação econômica.
Na avaliação da Assessoria Técnica da FecomercioSP, em termos gerais, o ICC registrado no mês de maio pode ser atribuído à convergência das expectativas do consumidor, já que apesar de receberem com otimismo as ações pontuais do governo, no sentido de expandir o nível de atividade, o público tem a percepção correta de que a economia atravessa alguma grande dificuldade. Aliado a esse fenômeno, o paulistano também demonstra cautela no que tange as mudanças no cálculo da remuneração da poupança. Com isso, ajustam suas avaliações em relação ao presente e futuro.
