Bolsas devem mostrar recuperação nesta quinta-feira
Revertendo as perdas dos últimos dias as principais bolsas mundiais devem operar com ganhos diante de notícias negativas.
Na Ásia, as bolsas fecharam mistas nesta quinta-feira, respondendo à divulgação do índice PMI preliminar da China, apontando resultado mais fraco para a economia do país. Já a bolsa japonesa operou em relativa estabilidade, com a percepção de que após uma sequência de quedas, os ativos listados estão relativamente baratos.
Com isso, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de manufatura da China registrou piora nas condições de negócios, segundo pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC. No mês de maio, o indicador ficou em 48,7 pontos, resultado inferior ao de abril de 2012, que foi de 49,3 pontos. O indicador continuou abaixo dos 50 pontos.
De acordo com Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, na Europa, um movimento de ajuste leva as bolsas a operarem em terreno positivo, apesar de o índice PMI da região, anunciado nesta manhã, sinalizar uma contração em maio mais forte do que a esperada.
Além disso, o encontro informal entre os líderes da Europa, realizado ontem, não trouxe grandes avanços. “As atenções deverão se voltar para a próxima reunião oficial da cúpula da União Europeia”, disse Barros.
Ainda neste ambiente, a agência de classificação Fitch Ratings considera mais provável, no caso de saída da Grécia da Eurozona, uma resposta eficaz do bloco e um efeito de contágio mínimo que um cenário mais obscuro, afirmou Douglas Renwick, diretor sênior da empresa.
Na agenda do Velho Continente os números não vieram positivos, porém até o momento não conseguiram reverter os ganhos das bolsas europeias. Com isso, a economia do Reino Unido registrou uma contração maior que a prevista no primeiro trimestre de 2012, de acordo com a segunda estimativa do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) que confirma a recessão técnica. O Produto Interno Bruto (PIB) britânico caiu 0,3% entre janeiro e março, contra 0,2% anunciado mês passado, depois de ter sofrido um primeiro retrocesso de 0,3% no último trimestre de 2011.
No mesmo sentido, o índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que mede amplamente o setor privado combinado a dados manufatureiros e de serviços da zona do euro registrou queda no mês de abril, passando de 46,7 pontos para 45,9 pontos. As informações foram divulgadas hoje pelo instituto Markit Economics.
Indo de encontro aos indicadores anteriores, a confiança dos empresários na Alemanha em maio, divulgada hoje pelo instituto de pesquisas Ifo, registrou queda. O índice de confiança dos negócios caiu de 109,9 pontos em abril para 106,9 pontos neste mês.
Há pouco, em Londres, o índice FTSE 100 subia 1,32% aos 5.336 pontos, o DAX, em Frankfurt, tinha alta de 0,62% aos 6.324 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 valoriza 1,13% aos 3.037 pontos.
Em Wall Street, as agentes aguardam a divulgação das encomendas de bens duráveis e pedidos iniciais de auxílio desemprego, ambos serão publicados às 9h30.
De acordo com Barros, movimento de ligeira alta deve ser visto também na bolsa brasileira.
Na agenda doméstica os investidores esperam pela divulgação da pesquisa mensal de emprego pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Segundo Barros, o mercado de câmbio deve operar com sinais mistos, com ligeira queda do euro em relação ao dólar.
