Após "nova" poupança, mercado prevê queda na Selic em 2012
Dias após o governo anunciar a mudança na rentabilidade da poupança, atrelando os rendimentos à taxa básica de juros da economia (Selic), os bancos reduziram consideravelmente a estimativa para o indicador em 2012. Para os analistas do setor, a Selic vai fechar 2012 em 8,5% ao ano. A última previsão era de 9% anuais. Para 2013, no entanto, a previsão se manteve em 10% ao ano.
A estimativa de juros menores se explica porque a justificativa do governo em mexer na rentabilidade da poupança era justamente permitir a queda na taxa Selic.
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o temor do governo ao baixar os juros era uma fuga dos investimentos para a caderneta de poupança, que passaria a render mais que outros fundos num cenário de Selic baixa.
O mercado financeiro também alterou a estimativa para outros indicadores, como o crescimento da economia brasileira, cuja previsão de alta passou de 3,22% para 3,23% em 2012. Esta é a terceira vez seguida que os bancos aumentam a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no País.
Houve aumento na previsão de inflação para 2013, que passou de 5,53% para 5,56%. Para este ano, não houve alteração na estimativa, que permanece em 5,12%.Para o mercado financeiro, o saldo da balança comercial brasileira (que leva em consideração as exportações e importações) vai ser melhor em 2012: a previsão de superávit passou de US$ 19,2 bilhões para US$ 19,22 bilhões. A estimativa de entrada de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no País também aumentou, passando de US$ 56,4 bilhões para US$ 56,7 bilhões.
As previsões positivas impactaram a estimativa de déficit em conta corrente - a conta que leva em consideração as trocas comerciais e financeiras entre o Brasil e outros países -, cuja estimativa baixou de US$ 68,63 bilhões para US$ 68,54 bilhões. O IED é o grande responsável por compensar parte das perdas da conta corrente brasileira.
