França confirma rebaixamento da nota de dívida pela S&P

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O ministro de Economia da França, François Baroin, confirmou nesta sexta-feira que a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota da economia do país para AA+, tirando-a da avaliação máxima.

Baroin disse que a França recebeu a comunicação da agência "da mesma forma que outros países europeus", mas não detalhou quais.

"Não é uma boa notícia, mas também não é uma catástrofe", disse ele à rede de televisão France 2, antes de afirmar que "não são as agências de classificação que ditam a política da França".

 A perda pela França de seu rating de crédito superior pode causar uma reação em cadeia no país e prejudicar as esperanças para a reeleição do presidente Nicolas Sarkozy, disseram especialistas de mercado. 

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"Nós podemos acabar como a Itália, com a crise crescendo como uma bola de neve’, disse  Nicolas Bouzou, consultor da Asteres. 

Segundo Bouzou, uma das consequências desta decisão é que a França terá que pagar mais para levantar dinheiro no mercado, e seu bônus a 10 anos pode ter que pagar um retorno de 4%. 

Se isso acontecer, a dívida do país será ainda mais difícil de gerir, o que irá afastar os investidores e consumidores, e levar o país em uma espiral de recessão. 

Sarkozy já lançou um programa limitado de medidas de austeridade destinadas a tranquilizar os mercados. No mês passado, ele havia alertado seus membros que ‘se eu perder o triplo, estou morto.’ 

Com sua reeleição em jogo em menos de 100 dias, o presidente francês pode ser forçado a realizar reformas radicais, que de outra forma não teria sequer considerado, como a liberalização do mercado de trabalho e acelerar a reforma das pensões, disse Bouzou. 

Segundo Baroin, no entanto, o governo francês não irá apresentar um novo plano de austeridade após a perda da máxima nota creditícia, triplo A. 

A crise já causou mudanças na Europa, onde os eleitores irritados lançaram-se sobre os governos para mostrar seu descontentamento com a situação econômica. 

Em dezembro, Sarkozy parecia aceitar o fato de que a França teria sua nota reduzida, declarando que iria superar este desafio. 

"Será mais um desafio, mas ele não é insuperável’, disse ele em entrevista ao jornal Le Monde. ‘Se eles tirarem, nós vamos enfrentar a situação com frieza e tranquilidade.’