No último dia do G20, Dilma se reúne com chanceler alemã

Por Lúcia Müzell

A agenda da presidente Dilma Rousseff no último dia da cúpula dos chefes de Estado e de Governo do G20 se iniciou com uma reunião bilateral com a chanceler alemã, Angela Merkel, no início da manhã desta sexta-feira, em Cannes (França). O encontro durou cerca de 30 minutos. Não foram divulgadas informações sobre o conteúdo da conversa.

Logo depois, a presidente entrou nas últimas sessões de trabalho da cúpula, sobre regulação financeira, agricultura, energia e volatilidade dos preços de commodities, mudança do clima e corrupção, governança global e prioridades da presidência mexicana do G20 em 2012. A França se despede hoje da presidência rotativa do grupo das 20 maiores economias do mundo.

Às 15h, (12h em Brasília), Dilma realiza um último encontro bilateral, com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan, antes de partir para Paris, onde amanhã será recebida pela secretária-geral da Unesco, Irina Bokova. A presidente ainda não definiu quando retorna ao Brasil e poderá permanecer na capital francesa até domingo, em "agenda privada", conforme o Itamaraty.

Ainda nesta tarde, Dilma vai dar uma coletiva de imprensa no Palácio dos Festivais de Cannes, onde vai responder a poucas perguntas dos jornalistas. Esta será a primeira vez que a presidente se exprimirá diretamente à imprensa brasileira desde que chegou na cidade francesa. Também o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que acompanha Dilma, ainda não falou sobre as posições que o país defende nas negociações do G20.

Ontem, o Brasil anunciou, ao plenário da cúpula, que está disposto a aumentar a contribuição ao Fundo Monetário Internacional para ajudar os países europeus a se recuperarem da crise econômica. Hoje, o País é o 17º que mais dá dinheiro ao órgão, o que corresponde a 2,46% do orçamento do fundo. Dilma não deu detalhes sobre os valores que o Brasil estaria pensando em fornecer, nem sob que condições aconteceria o aumento da contribuição.

A presidente também afirmou aos colegas do G20 que o país está aberto a avançar nas discussões sobre a criação de um imposto mundial sobre as operações financeiras, à condição que os países do G20 estejam prontos para adotar um piso único de renda, nos moldes da proposta da Organização Internacional do Trabalho, para garantir um mínimo de proteção mundial a seus Estados-membros.