Após reunião, Brics oferece ajuda a FMI e Europa contra crise
Após reunião em Washington, onde o Fundo Monetário Internacional (FMI) faz seu encontro anual, o Brics (grupo de emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) afirmou nesta quinta-feira que está aberto para oferecer suporte ao fundo ou outras instituições financeiras internacionais para lidar com os desafios da crise econômica, que atinge principalmente a Europa.
De acordo com o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, todos os países do grupo concordam que a situação internacional se agravou e inspira cuidados. "Temos que impedir um salto qualitativo. Os Brics e outros emergentes têm mantido o ritmo de crescimento e não foram afetados nas funções vitais, mas há um risco de que a crise das dívidas soberanas não seja solucionada e resulte em outra crise global", afirmou.
Segundo Mantega, a Europa demora para encontrar soluções para o problema de dívida, que afeta principalmente Grécia e Itália no momento. Ele pediu rapidez, ousadia e cooperação aos representantes europeus para não perimitir que a crise se alastre. "O preço das commodities está caindo. Vai enfraquecer o crescimento dos nossos países, o que pode causar uma crise de grandes proporções", afirmou.
"Cada dia que passa a crise fica mais ampla e mais difícil de ser resolvida. Então a solução tem que ser rápida. A posição do Brics é de solidariedade com o G20, para ajudar os países avançados e os emergentes que precisaram de recursos no caso de uma crise com contágio", completou Mantega.
