Mercado brasileiro de TI resiste à crise internacional

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Enquanto o mercado internacional passa por momentos de instabilidades infindáveis por conta da desestabilização da economia e os impasses políticos nos Estados Unidos, o mercado digital e da tecnologia de informação segue no mesmo compasso, sem saber ao certo, qual caminho é possível trilhar neste mar de incertezas.

Para o diretor da WebSoftware, Erick Vils, o período de instabilidade existe no mercado de software internacional, mas a situação do Brasil é mais confortável, sendo muito diferente do que ocorreu em 2008: “A crise de 2008 afetou muito mais o mercado brasileiro, pois afetou muitas empresas brasileiras. Naquela ocasião houve um movimento de queda forte na demanda de software e soluções por dois meses, mas logo em seguida, batemos recordes de vendas pelos seis meses consecutivos” lembra o especialista.

Erick ressalta ainda que empresas que investem no mercado brasileiro, não sofrerão tanto com os efeitos da crise econômica: “Empresas como a WebSoftware, estão com foco no mercado interno vrasileiro e o país passa por um momento de muita demanda de software”, aponta.

Segundo Marcelo Botelho, diretor da Veus Technology, o momento do mercado de TI não é tão assustador quanto se parece. O executivo, afirma que não há motivo para alarde nos investimentos com tecnologia, pois muitos desses investimentos já estão planejados e orçados antes da crise iniciar. “Os investimentos já estão planejados e orçados em anos anteriores (à crise) e isso normalmente reflete em melhorias de processos, redução de custos, ganhos de escala, produtividade, qualidade e etc”, diz.

Botelho afirma também que a grande procura do mercado interno por tablets, notebooks, celulares e em especial equipamentos da linha Apple, são aspectos positivos, pois distanciam ainda mais o pais da recessão: ”A crise só vai refletir nos investimentos de TI quando for transformada numa recessão intensa, de caráter global e com forte pressão dos Estados Unidos, porém a China não vem registrando dificuldades econômicas, muito pelo contrario, com superavit positivo e pode ter a chance de definitivamente mudar o centro econômico global, o que mais uma vez intensificaria ferozmente os investimentos em TI” finaliza.