Em queda, Bolsa de Lima fecha por antecipação depois da vitória de Humala

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A Bolsa de Valores de Lima fechou antecipadamente suas operações nesta segunda-feira, duas horas antes do pregão normal, depois de registrar uma queda de 12,51%, a maior de sua história, numa reação à eleição virtual do esquerdista Ollanta Humala como presidente do Peru, no domingo.

A drástica contração da Bolsa limenha (BVL), que oficializou semana passada sua união com as Bolsas de Santiago e Bogotá, somou-se à queda, de entre dois e três pontos, do preço dos bônus da dívida peruana nos mercados internacionais.

Na abertura, uma queda brusca, que derrubou a Bolsa limenha a 8,71%, obrigou a suspender as operações, retomadas duas horas depois. Em seguida, uma outra queda de 12,51% exigiu uma nova suspensão do pregão, impulsionada pelo comportamento das ações das mineradoras - um dos motores da economia peruana e responsável pelo crescimento de mais de 50% do total das exportações.