Curva de juros futuros fecha sem direção

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Após encerrar em queda nos últimos dias, a curva de juros futuros operou sem direção comum, mas o viés de alta prevaleceu na maioria dos vencimentos nesta quinta-feira. Os investidores acompanharam o movimento dos treasuries americanos e os preços das commodities no mercado internacional, além de digerirem o novo rebaixamento do rating da Grécia pela Moody's e indicadores fracos da economia americana que voltaram a afetar os principais ativos domésticos.

Na BM&FBovepa o contrato de DI com vencimento em agosto deste ano apontou taxa anual de 12,14%, ante 12,12% da véspera. O DI de outubro foi o mais negociado com 260 mil transações efetuadas até o momento. A taxa deste papel ficou estável em 12,25% ao ano. O DI de janeiro de 2012 projetou juro de 12,32%, contra 12,33% do último ajuste. O DI de janeiro de 2013 sinalizou juro de 12,28%, contra 12,30% do fechamento de ontem.

Os agentes financeiros continuam analisando dados sobre a inflação no Brasil e, hoje foi a vez do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que registrou variação de 0,31% em maio deste ano, ante taxa 0,70% em abril. O dado, que mede a inflação na cidade de São Paulo, ficou abaixo do piso das estimativas.

Para economistas, os dados de inflação vieram bons e o mercado recebeu ainda notícias de que Standard & Poor´s está revisando a perspectiva geral do rating brasileiro.

Ainda na pauta dos negócios, a atividade do comércio exibiu crescimento mais moderado em maio de 2011. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em todo o país cresceu 1,2% no mês passado, comparativamente ao mês imediatamente anterior (abr/11), já descontadas as influências sazonais.

Os agentes receberam ainda a informação de as vendas domésticas de papelão ondulado somaram 204.920 toneladas em abril deste ano, queda de 5,91% ante março, no entanto, em relação ao mesmo período de 2010 houve queda de 1,53%, de acordo com os dados fechados veiculados nesta quinta-feira pela Associação Brasileira do Papel Ondulado (ABPO).

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que os preços das commodities e a variação cambial contribuíram para que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) desacelerasse de 0,39% em março para 0,34% em abril.

No mercado internacional, as commodities operam em alta. Instantes atrás, o índice CRB avançava 1,98%, a 347,90 pontos. E o barril de WTI se valorizava 0,26%, a US$100,55.

Nos Estados Unidos os novos pedidos de bens manufaturados diminuíram 1,2% em abril, invertendo a direção tomada um mês antes, de avanço de 3,8%. Excluindo transportes, as encomendas tiveram queda de 0,2%. Ontem, a ADP já havia mostrado uma geração de empregos muito menor que o esperado, sinalizando uma desaceleração da economia.

Vale ressaltar que ontem a agência de classificação de riscos Moody's  anunciou rebaixado a "Caa1" a nota dada à dívida pública da  Grécia, devido a um risco real de não-reembolso. A reflete "um aumento do risco de que a Grécia não  consiga estabilizar seu endividamento sem uma reestruturação da dívida".