Cenário favorável faz Ibovespa subir 2,42%
Depois de quatro recuos consecutivos na BM&FBovespa, os investidores partiram em busca de ativos de risco. Além do movimento de recuperação natural, indicadores econômicos positivos da China, Europa e Estados Unidos favoreceram o dia de ganhos. Com isso, o Ibovespa subiu 2,42% no fim do dia, aos 69.345 pontos. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 6,530 bilhões.
“O dia começou positivo com dados bons na China, o que acabou elevando as commodities e consequentemente o Ibovespa”, considerou Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin. No gigante asiático, o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da atividade manufatureira cresceu para 55,3 pontos em novembro de 2010, contra 54,8 pontos de outubro.
Diante do indicador favorável, os preços dos insumos disparam no mercado internacional. Há pouco, a cotação do barril do tipo WTI, com vencimento em janeiro de 2011, marcava valorização de 3,08%. Nesse sentido, as ações que possuem maior peso no Ibovespa aumentaram. As da Petrobras (PN) cresceram 2,72% e da Vale ganharam 2,56%.
Além dessas, empresas do setor siderúrgico também registraram avanços. No término das negociações, os papéis preferenciais da Gerdau expandiram 5,12%, da Usiminas 1,39% e os ordinários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) tiveram alta de 1,87%.
Ainda compondo o cenário otimista, o número de postos de trabalho no setor privado dos Estados Unidos avançou 93 mil vagas em novembro deste ano, ante o mês anterior. O dado veio melhor do que o previsto por analistas, que estimavam 58 mil novos postos. O mercado também recebeu bem o aumento de 0,7% em novembro dos gastos com construção no país.
Pela tarde, os ganhos do Ibovespa assim como de Wall Street se intensificaram após a divulgação do Livro Bege. O documento apontou que as condições da atividade econômica continuaram melhorando entre o período de outubro e novembro deste ano. O mercado de trabalho também apresentou progresso, de acordo com o relatório.
Apesar das notícias positivas da sessão, “o fantasma europeu que assusta os mercados pode voltar a pressionar as bolsas de valores”, finalizou Campos Neto. (Déborah Costa - Agência IN)
