Nova empresa da Suzano nasce com plano audacioso
A estrutura de capital do novo braço da Suzano ainda não foi decidida, de acordo com Dorf, mas estima-se que o faturamento anual da empresa na primeira fase gire em US$ 480 milhões, originado das três unidades produtoras que serão instaladas no Nordeste, com capacidade de produção de 1 milhão de toneladas anuais de pellets de madeira, com início da produção para os anos de 2013 e 2014.
"As áreas já foram prospectadas e identificamos 5 locações. O que posso adiantar é que não será muito no interior da região", afirma. De acordo com a nova diretoria, não será necessário adquirir grandes lotes de terra para o novo empreendimento, já que as "florestas energéticas" - como apelidaram os locais destinados à produção de pellets - necessitam de áreas menores, "pois possuem maior densidade por metro cúbico, na comparação com as florestas destinadas à produção de celulose". O pellet, de acordo com Dorf, é a melhor escolha por possuir o dobro do poder calorífico da cavaco e da tora.
Segundo a Suzano, devido ao olhar estar voltado para o mercado europeu - que vive um momento decisivo com relação à sua matriz energética - a implantação na região Nordeste é ideal para viabilizar melhor logística e menores custos de produção.
Para a segunda fase, a companhia prevê que a geração de capital terá origem no próprio fluxo de caixa, com aporte de mais US$ 500 milhões em duas unidades, entre 2018 e 2019.
"Essa nova empresa entra para ser um novo player no mercado de energia renovável", afirma Antônio M. Neto. Segundo ele, a finlandesa Vapo, maior empresa do setor de pellets, produz anualmente 1 milhão de toneladas. "Nossa intenção é produzir 5 milhões ao ano, para abastecer principalmente o mercado europeu", avalia.
Apesar do anúncio da criação da Suzano Energia Renovável ter ocorrido hoje, em São Paulo, a empresa já assinou memorando de entendimentos com empresas geradoras de energia europeias para a venda de 2,7 milhões de toneladas, o equivalente a 90% da estimativa inicial de produção.
(Sérgio Vieira - Agência IN)
