Inflação mais controlada favoreCe queda dos DIs

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SÃO PAULO, 27 de julho de 2010 - A curva de juros futuros continua se ajustando para baixo diante da ideia de que a atividade econômica nacional perdeu o ritmo do primeiro trimestre e de que o quadro inflacionário oferece menor pressão. Na BM&FBovespa, há pouco o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,84%, ante 10,90% do ajuste anterior.

Nesta manhã foi divulgado mais um dado de inflação, desta vez, foi o resultado do Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) que registrou, em julho, taxa de variação de 0,62%, abaixo do resultado do mês anterior, de 1,77%. No ano, o índice acumula variação de 5,95% e nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 6,57%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Para profissionais de renda fixa a curva de juros futuros deve continuar volátil até quinta-feira, quando será divulgada a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Os argumentos que justificaram a elevação da Selic em 0,50 ponto percentual, reduzindo o ritmo do aperto monetário, serão atentamente avaliados pelos analistas.

Segundo o comunicado que seguiu a decisão do colegiado do Banco Central (BC), a redução do ritmo da elevação da Selic foi motivada por um cenário benigno de inflação atribuída à evolução recente de fatores domésticos e externos.

Os agentes financeiros avaliam a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, referente a junho, divulgada pelo BC nesta manhã. Segundo o documento, o estoque total de crédito do sistema financeiro, incluídas as operações com recursos livres e direcionados, atingiu R$1,529 trilhão em junho deste ano, elevando-se 2% no mês e 19,7% nos 12 meses.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)