IPV da Fecomercio registra queda de 0,06% em junho
O segmento que mais contribuiu para o resultado do IPV foi Supermercados, com redução de 0,71% nos preços em junho ante maio. "A maior parte dos preços dos produtos in natura estão sendo realinhados aos seus patamares regulares após terem sofrido pressão por conta das instabilidades climáticas do início do ano", explica Guilherme Dietze, assessor econômico da Fecomercio. As maiores quedas foram verificadas em adoçantes (-12,54%), tubérculos (-9,22%), legumes (-6,71%), leites (-4,28%) e aves (-2,56%).
O segmento de Feiras registrou retração de 2,94% em junho na comparação com o mês anterior, a terceira variação negativa consecutiva. Todos os produtos a compor este grupo finalizaram junho com redução em seus preços médios, sendo as variações mais relevantes notadas em verduras (-6,96%), tubérculos (-4,50%), legumes (-3,93%), aves (-2,16%) e ovos (-1,33%). As condições climáticas mais favoráveis colaboram para que os preços dos alimentos in natura retornem, aos poucos, aos seus patamares regulares. "É válido ressaltar que a ocorrência de estiagem em algumas regiões produtoras pode perturbar esta tendência de queda nos preços do segmento, principalmente em tubérculos e alguns cereais", reforça Dietze. Nos primeiros seis meses do ano, o setor ainda acumula, entretanto, elevação de 1,83%.
O grupo Combustíveis e Lubrificantes manteve mais uma vez a trajetória de queda, e fechou junho com recuo de 1,22% em junho ante a variação de -1,38% em maio. Dietze explica que os recuos ocasionados no segmento são influenciados pela safra da cana-de-açúcar, bem como por conta das condições climáticas que favorecem a atividade de colheita e moagem. Combustíveis ficaram, me média, 1,27% mais baratos, enquanto lubrificantes e óleos mostraram alta de 0,40%. No primeiro semestre do ano os preços destes bens acusam queda de 3,15%.
Outro grupo que manteve a tendência de queda foi o formado por Eletroeletrônicos e outros que em junho teve baixa de 1,03% ante a queda de 1,41% em maio. Produtos de informática registraram diminuição de 1,71%, telefonia -1,15% e produtos de imagem e som -0,71%. Na primeira metade do ano os preços da atividade apontam recuo de 5,03%. A tendência de queda deve ser mantida por conta das inúmeras liquidações que devem acontecer nesse período pós-Copa do Mundo.
(Redação - Agência IN)
