Emprego e desaceleração na China estimulam queda dos DIs
A quinta-feira foi de divulgações importantes tanto para a economia interna como externa. Por aqui, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que a economia brasileira criou 212.952 postos de trabalho com carteira assinada em junho. Em maio deste ano, foram gerados 298 mil empregos.
No front externo, foi informado que o crescimento da economia chinesa foi de 10,3% no segundo trimestre, ante o mesmo período do ano passado. Já a produção industrial em território norte-americano apresentou avanço inesperadamente de 0,1% em junho depois ter elevado 1,3% em maio.
Gabriel Goulart, analista da Mercatto Investimento comenta que a economia brasileira dá vários sinais de desaceleração, que já levam o mercado financeiro a projetar uma alta menor da taxa básica de juros (Selic), fixada em 10,25% ao ano. Tal percepção começa a mudar por causa de vários indicadores divulgados nos últimos dias. "A sensação é de que a demanda continua forte, mas em ritmo mais lento que o do primeiro trimestre, e a produção desaquece até mais rapidamente do que se esperava", friza.
Goulart explica que uma desaceleração mais forte da economia mundial, diminui a possibilidade de novas elevações na Selic, por isso a curva de juros futuros tende a cair. Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para o dia 20 e 21 de julho, o analista estima aumento de 0,75 ponto percentual nos juros. "No entanto, há chances do colegiado do Banco Central (BC) promover uma alta de 0,50 ponto", comenta.
As notícias econômicas mundiais estão contribuindo para novas reavaliações no mercado em relação aos próximos passos da autoridade monetária. Hoje o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que a política monetária leva em conta todos os dados da economia brasileira disponíveis, e reiterou que a decisão sobre o juro é tomada no dia da reunião Copom.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)
