Dados da China afetam bolsas dos EUA
Ontem, a China divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento de 10,3% no segundo trimestre de 2010 em relação ao trimestre anterior. Além disso, o crescimento da produção industrial no país foi de 17,6% no primeiro semestre deste ano.
Na visão de Fábio Garcez, sócio-gestor da SMD Gestão de Recursos, os indicadores tiveram impacto negativo nas operações da sessão de hoje. "Os dados acabaram gerando efeito negativo, com o mercado volátil apesar dos números terem vindo até próximo do esperado. O mercado está a algum tempo caminhando dentro de um espaço de ganhos e perdas, ficando sujeito aos indicadores do dia. O movimento de hoje é reflexo disso", completou.
Já no cenário norte-americano, os agentes acompanharam a informação de que a produção industrial apresentou avanço inesperadamente de 0,1% em junho depois ter elevado 1,3% em maio, refletindo as altas temperaturas em todo o território norte-americano e o maior uso de energia e de produtos de consumo elétricos.
No entanto, a atividade econômica na Filadélfia - que abrange o Leste da Pensilvânia, Sul de Nova Jersey e Delaware - sugere que o setor manufatureiro vai se expandir pouco no mês de julho, devido a diminuição na leitura do sétimo mês de 2010, que passou de 8 pontos em junho para 5,1 pontos. O mesmo indicador só que na região de Nova York, apontou para queda de 15 pontos, para 5,1 pontos - face os 19,57 pontos registrados no mês de junho.
Por fim, os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos recuaram 29 mil na semana encerrada dia 10 de julho. O número de solicitações passou de 458 mil para 429 mil, já com ajustes sazonais. Este é o menor valor reportado desde agosto de 2008.
(Humberto Domiciano - Agência IN)
