Humor externo baliza negócios; dólar inverte rumo e cai

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SÃO PAULO, 1 de julho de 2010 - O humor dos mercados voltou a ficar azedo nesta quinta-feira, meio às apostas de que o desaquecimento chinês pode levar à nova recessão da economia global. A revisão do rating da Espanha também pesa. Neste cenário, o dólar chegou a subir mais de 1% na abertura dos negócios. Mas há pouco cedia a R$ 1,804, com a estabilidade dos futuros dos EUA.

Um novo recuo da atividade industrial da China, divulgado ontem à noite por Pequim, é a má notícia da manhã. O índice de atividade industrial dos gerentes de compras, medido pela CFLP, desacelerou para 52,1 em junho, após marcar 53,9 em maio e também abaixo das expectativas, de 53,2 pontos. O mesmo indicador medido pelo HSBC também confirmou a perda de ritmo. Caiu para 50,4 em junho, contra 52,7 em maio.

O dia ainda reserva muitos outros desafios. Nos EUA, a agenda pesa com auxílio-desemprego que veio pior do que o esperado, dados do setor imobiliário e ISM de atividade industrial. Na Europa saiu os índices PMI na Alemanha, zona do euro e Reino Unido, que mostraram desempenhos mistos. Nas economias mais fortalecidas como a Alemanha o indicador mostrou estabilidade em junho, porém em outras economias de maior risco fiscal e que adotaram forte ajuste nas contas públicas, o desempenho foi pior.

Ainda no velho continente, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou ontem (30) o rating da Espanha.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)