IPTU progressivo trará mais imóvies ao mercado, diz Secovi-SP
"A ideia é tentar trazer novamente para o mercado uma série de imóveis desocupados", afirma Eduardo Della Manna, diretor de Legislação Urbana do Secovi-SP. "Muitas vezes o proprietário mantém um edifício fechado como reserva de valor, à espera de uma oferta atraente pelo prédio inteiro. O IPTU progressivo fará com que ele coloque à venda esses apartamentos e aumente a oferta de imóveis em áreas como a região central. Ali faltam bens para locação, e, com a maior disponibilidade de unidades, o preço dos aluguéis tenderia a cair".
Pelo projeto, se o proprietário não conseguir utilizar um terreno localizado em uma Zeis em cinco anos, por exemplo, o governo poderá desapropriar a área, com o pagamento de títulos da dívida pública ao proprietário.
"Conforme dados do Censo 2000, na cidade de São Paulo há em torno de 400 mil imóveis construídos e desocupados, boa parte deles na região central. Há a possibilidade de muitos passarem por um processo de "retrofit", reforma, com melhorias e adaptações, de prédios antigos", sugere Della Manna.
(Redação - Agência IN)
