Empresas com mais de 5 pessoas crescem 5,7% em 2008

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SÃO PAULO, 30 de junho de 2010 - O crescimento numérico das empresas com cinco ou mais pessoas ocupadas em 2008 foi de 5,7% em relação a 2007, ao passo que, em termos de pessoal ocupado, o acréscimo foi de 4,9%, segundo dados divulgados hoje na Pesquisa Industrial Anual (PIA) - Empresa 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o valor de transformação industrial (VTI) teve acréscimo de 20,3% ante o ano anterior, o que se deve, em grande parte, ao setor de fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que contribuiu com 4 pontos percentuais (p.p.) para este crescimento, segundo dados do IBGE.

Em seguida, destacaram-se as indústrias alimentícia e automobilística, ambas com 2,6 p.p., as indústrias extrativas com 2,1 p.p. e a metalurgia, com 1,7 p.p. .Juntos, estes setores representam cerca de 13 p.p.

Em termos nominais, a receita líquida de vendas aumentou 17,3%, os gastos com pessoal, 16,1%, os custos diretos da produção, 17,5%, e os investimentos brutos realizados para o ativo imobilizado, 18,1%.

A venda de produtos e serviços permaneceu, em 2008, como a principal fonte de receitas das empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas, englobando mais de 84% do total, embora tenha perdido 1,8 p.p. na comparação com 2007.

Em contrapartida, a receita com revenda de mercadorias e prestação de serviços não industriais aumentou sua participação em 0,7 p.p., e as receitas das atividades não produtivas tiveram ganhos de 1,1 p.p.

O consumo de matérias-primas manteve-se como o principal componente dos custos e despesas, atingindo 43,6% em 2008, mas teve perda de participação, já que, em 2007, representava 47%. A aquisição de mercadorias para revenda alcançou o patamar de R$ 93 bilhões em 2008, registrando aumento de 0,8 p.p. .

Por sua vez, os custos diretos de produção tiveram participação de 7,2%, menor que em 2007, quando a variável era de 7,6%. "Isso se explica pela perda de participação do grupo pagamento de serviços prestados por terceiros e consumos diversos para manutenção e reparação de máquinas e equipamentos, que passou de 4,9% em 2007 para 4,5% em 2008", destacou a pesquisa. Os demais custos e despesas representam 32,1%, mais que os 28,2% registrados em 2007.

(Redação - Agência IN)