Base monetária recua 3,1% no trimestre
O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) atingiu R$229,1 bilhões em abril, recuando 2,8% no trimestre e elevando-se 16,9% nos 12 meses. Considerados dados dessazonalizados, deflacionados pelo IPCA, o M1 cresceu 2,6% no trimestre e 11% nos 12 meses, trajetória compatível com a evolução da atividade econômica.
Consideradas posições de final de período, a base monetária totalizou R$154,6 bilhões em abril. A contração trimestral de R$1 bilhão refletiu, em parte, os recolhimentos ao Banco Central referentes às exigibilidades adicionais sobre depósitos, R$90,4 bilhões, e ao depósito compulsório sobre depósitos a prazo, R$59,6 bilhões, que voltaram a ser cumpridos integralmente em espécie, a partir de 22 de março e de 9 de abril, respectivamente.
No mesmo sentido, a conta única do Tesouro Nacional exerceu impacto contracionista de R$18,8 bilhões, contrastando com a expansão associada aos resgates líquidos de R$156,4 bilhões em títulos do Tesouro Nacional e às compras líquidas de R$11,4 bilhões realizadas pelo Banco Central no mercado interbancário de câmbio.
Os meios de pagamento no conceito M2, que agrega ao M1 os depósitos para investimentos, os depósitos em caderneta de poupança e os títulos emitidos pelas instituições financeiras, registraram recuo de 0,3% no trimestre e crescimento de 7,6% em doze meses, totalizando R$1,1 trilhão. Seus componentes apresentaram comportamentos distintos no trimestre, com o estoque de títulos privados contraindo-se 1,8%, para R$581 bilhões, e os depósitos em caderneta de poupança crescendo 2,5%, para R$331,8 bilhões.
O M3, que agrega ao M2 as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos federais que dão lastro à posição líquida de operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, atingiu R$2,2 trilhões, elevando-se 0,8% no trimestre e 13% em 12 meses. O agregado M4, que compreende o M3 mais os títulos públicos em poder de detentores não financeiros, somou R$2,6 trilhões, com expansões de 1,3% no trimestre e de 14,9% em doze meses
(Redação - Agência IN)
