Vou zerar imposto sobre investimento, diz Dilma
Entretanto, questionada sobre se a possível reforma aumentaria ou diminuiria a carga tributária, Dilma tergiversou e apenas repetiu inúmeras vezes que haverá "melhor distribuição dos encargos". Ela lembrou o fim da CPMF durante o governo Lula, o que caracterizou como "dura perda".
Em relação ainda a alta carga tributária, associada à taxa de câmbio e aos elevados juros básicos, Dilma considerou que estes fatores não estão causando desindustrialização no Brasil. O movimento foi apontado pelos concorrentes da candidata, Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB). "Não acho que há desindustrialização no Brasil. Pelo contrário, estamos introduzindo seguimentos novos. Um exemplo é a indústria naval", afirmou.
A ministra, que também defendeu veementemente a reforma política, disse ser contra doações anônimas para campanha e a favor do financiamento público e do voto em lista, para fortalecer partidos.
Apesar de citar as reformas, questionada, a ministra não respondeu se seriam tomadas iniciativas neste sentido logo no início do seu governo e disse: "Não se faz reforma política no Brasil, gasta-se muita energia e nada muda".
(Carina Urbanin - Agência IN)
