Piora da percepção com a economia global reduz prêmios dos DIs
O cenário externo negativo e com fundamentos sustentáveis sobre as dificuldades de recuperação das economias desenvolvidas e um meio-freio no ritmo do crescimento chinês geram cautela no mercado financeiro. O dia foi de tensão nos mercados mundiais e o indicador antecedente da China foi o catalisador dos negócios. O Conferece Board revisou para baixo os indicadores antecedentes, que cresceu cerca de 0,3% em abril, ao invés de 1,7% como divulgado anteriormente - na menor alta em cinco meses.
Gabriel Goulart, analista da Mercatto Investimento comenta que uma desaceleração mais forte da economia mundial, diminui a possibilidade de novas elevações na taxa Selic, fixada em 10,25% ao ano, por isso a curva de juros futuros tende a cair, principalmente no longo prazo. Apesar da influência externa no mercado brasileiro, Goulart não acredita que o colegiado do Banco Central (BC) interrompa o aperto monetário no curto ou médio prazo. Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) o analista estima alta de 0,75 ponto percentual na taxa Selic.
Na agenda doméstica, a inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou em junho para 0,85%, após alta de 1,19% em maio. Em linha com as projeções do mercado.
Além disso, o Governo Central informou hoje ter registrado déficit primário de R$ 509,7 milhões em maio deste ano, contra superávit de R$ 16,6 bilhões em abril. Este é o pior resultado para o mês desde 1999, quando houve déficit de R$ 650 milhões.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)
