China espalha nervosismo mundo afora e dólar sobe

Por

SÃO PAULO, 29 de junho de 2010 - A semana que se iniciou com jogo da seleção de futebol do Brasil promete bastante volatilidade em meio à uma série de indicadores econômicos importantes que serão divulgados no exterior, como no caso de dados de moradia, indústria, serviço e emprego nos EUA.

Além disso, há importantes dados sendo divulgados na Europa e China. Nesta terça-feira, o continente asiático é quem espalha nervosismo ao mercado mundial. Os investidores reagem mal à revisão dos indicadores antecedentes da China. O índice de abril passou de alta de 1,7% para +0,3%, indicando crescimento bem mais modesto.

Segundo José Francisco de Lima Gonçalvez, economista-chefe do Banco Fator, a maioria dos indicadores econômicos de abril e maio ainda mostra um ritmo forte de crescimento do país, mas a expectativa é de desaceleração e medidas vêm sendo adotadas para que a economia esfrie um pouco.

No Japão também foram anunciados dados econômicos ruins: a taxa de desemprego subiu de 5,1% para 5,2% em maio (consenso era queda para 5,0%); a produção industrial recuou 0,1% em maio contra abril (consenso era estabilidade) e o consumo das famílias caiu 0,7% em maio, em base anual. "Os dados apontam para desaceleração do crescimento cujo principal motor é o setor externo, as exportações", observa.

Vale lembrar que amanhã se encerra o mês e o semestre, o que pode haver também movimentos tradicionais de "embelezamento" no resultado de carteiras de investimento, ou seja, não se pode desconsiderar uma "puxadinha" entre hoje e amanhã. Neste cenário, o dólar sobe 0,84% e era vendido a R$ 1,796, instantes atrás. Os negócios no câmbio ainda são influenciados pelos interesses dos investidores posicionados no mercado futuro, que deverão se dedicar à formação da Ptax - que liquidará os contratos de dólar para julho, na quinta-feira (dia 1°).

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)