Má-fase afasta patrocinadores da França

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SÃO PAULO, 21 de junho de 2010 - A má fase, com a eliminação a um passo e a sucessão de escândalos, preocupa muito os patrocinadores oficiais da seleção francesa de futebol, que temem ter a imagem arranhada por um Mundial até o momento catastrófico para o país.

Desde a derrota contra o México na quinta-feira, tudo vai de mal a pior: escândalo de insultos ao técnico, expulsão de Nicolas Anelka por esse assunto, além de greve do time no domingo em protesto.

Nesta segunda-feira, o banco Crédit Agricole suspendeu sua campanha com a imagem dos "Bleus", após a tempestade.

Os demais patrocinadores, como a companhia de telefonia SFR, a rede de supermercados Carrefour e o grupo energético GDF-Suez, também seguem de perto a "novela" e veem com temor uma possível eliminação na terça-feira ainda na primeira fase.

Algumas empresas, conscientes de que os problemas de imagem dos "Bleus" podem persistir, decidiram por precaução limitar o uso de seus direitos, para evitar que sejam muito atingidos em caso de novas "tsunamis".

"Os patrocinadores compraram o direito de explorar a imagem da equipe da França, mas poucos utilizaram esses direitos", disse Frédéric Bolotny, economista especializado em esporte.

Um exemplo claro é o da SFR, que em plena Copa do Mundo optou por usar em sua nova campanha a imagem de outro atleta, o jogador de basquete Tony Parker, dos San Antonio Spurs, da liga norte-americana (NBA).

"É como se você tivesse um carro muito bonito, que custou muito caro, e o deixasse garagem porque utilizá-lo seria provocador", explica Bolotny.

Após o "caso Anelka", algumas empresas, temendo ter sua imagem danificada, decidiram distanciar-se abertamente.

(Redação com AFP - Agência IN)