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Temor sobre Hungria e emprego nos EUA derrubam Ibovespa

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SÃO PAULO, 4 de junho de 2010 - O principal índice acionário da BM&FBovespa terminou a sessão desta sexta-feira em queda acentuada, atrelado ao comportamento dos índices norte-americanos que, por sua vez, refletiram a divulgação de dados ruins, além de temores sobre a expansão da crise financeira entre os países europeus. Ao final da sessão, o Ibovespa marcou desvalorização de 2,01%, aos 61.675 pontos. O giro financeiro da bolsa encerrou em R$ 5,161 bilhões. Na semana, o índice acumulou perdas de 0,43%.

Para a Mitsuko Kaduoka, analista da Indusval Corretora, hoje foi uma "tragédia". "Assistimos aos dados do payroll, que vieram bem abaixo do esperado", destacou, lembrando que o indicador é um dos mais importantes para a economia norte-americana. "Além disso, o governo da Hungria assumiu passar por problemas fiscais similares aos enfrentados pela Grécia", completou.

Nos Estados Unidos, foi revelado que a taxa de desemprego do país recuou para 9,7% em maio de 2010, contra 9,9% no mês anterior. No entanto, foram criadas 431 mil vagas de trabalho no período. O dado veio bem abaixo do estimado pelo mercado, que previa expansão de 500 mil vagas.

O cenário externo ruim disseminou cautela e acirrou a aversão ao risco entre os investidores. Segundo Mitsuko, o volume de negócios na BM&FBovespa foi ainda menor em função da proximidade do feriado de Corpus Christi, celebrado ontem (3).

Enquanto as ações preferenciais da Petrobras encerraram a sessão com valorização de 0,17%, as da Vale puxaram a queda do Ibovespa. Tanto os papéis ordinários (-5,53%), quanto os preferenciais (-4,71%) da siderúrgica fecharam o pregão entre os mais desvalorizados. "Os papéis da Vale foram afetados pela notícia de que o governo irá zerar a tarifa de importação do aço, como mecanismo para impedir que as companhias nacionais repassem aumentos no preço do aço", acrescentou a analista.

Em sentido oposto, as ações preferenciais (série B) da Eletropaulo foram as mais valorizadas da sessão, com valorização de 4,73%.

(Carina Urbanin - Agência IN)