☰

Payroll faz bolsas dos EUA despencarem

Por

SÃO PAULO, 4 de junho de 2010 - Os dados do emprego nos Estados Unidos e os temores quanto à situação financeira da Europa causaram pessimismo e os principais índices acionários de Wall Street fecharam a sexta-feira com fortes quedas, acima dos 3%.

Ao final do pregão, o índice Dow Jones Industrial Average recuou 3,16%, aos 9.931 pontos. O S&P 500 perdeu 3,44%, aos 1.064 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq perdeu 3,64%, aos 2.219 pontos.

Os dados do mercado de trabalho norte-americano mostraram que a taxa de desemprego na região recuou para 9,7% em maio de 2010, contra uma taxa de 9,9% no mês anterior. Já a economia dos Estados Unidos criou 431 mil postos de trabalho em maio. O dado veio abaixo do esperado pelo mercado, que estimava 500 mil novas contratações.

"A informação de hoje mostra que a economia dos Estados Unidos talvez ainda não esteja tão forte quanto imaginamos. O mais preocupante é que o setor privado não conseguiu atingir o nível estimado de contratações", ponderou Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos.

Para aumentar o quadro de aversão ao risco nas bolsas norte-americanas, a Hungria afirmou hoje que o país pode passar por crise semelhante à da Grécia. O novo governo falhou ao tentar acalmar os mercados financeiros que ficaram bastante nervosos depois que um porta-voz oficial alertou para uma possível crise no país.

Para Newton Rosa, a sinalização impactou os papéis das instituições financeiras. "O problema europeu afetou bastante as ações dos bancos, que estão diretamente ligados a esta situação. O ambiente ficou favorável à venda de ações", completou.

Outro ponto que aumentou a desconfiança com a Europa foi a negativa do grupo francês Societé Generale em comentar rumores ainda não confirmados sobre as possíveis perdas com derivativos que alguns investidores afirmaram ser a principal razão para a rápida queda no preço das ações do banco.

(Humberto Domiciano - Agência IN)