Dólar dispara e vai a R$ 1,80 em meio à mau humor externo
Os movimentos de cautela seguem na mesma toada dos últimos dias, com os investidores temerosos em relação ao ritmo de crescimento europeu, que deve ser pífio, dado o comprometimento com rigor fiscal e com relação a inflação, especialmente depois do pacote milionário anunciado no início da semana e do plano do governo de injetar liquidez na região. Segundo os analistas do Banco Fator, a preocupação com a perspectiva de baixo crescimento na região, dado o forte aperto fiscal esperado em diversos países domina os investidores. "Há receio de que a recuperação insipiente seja abortada", destacam em relatório, acrescentando que a performance dos bancos é outro ponto de preocupação. O Credit Suisse Group projeta que a alterações na regulamentação financeira acarretarão num custo de cerca de ? 250 bilhões para o setor bancário.
A notícia de que bancos norte-americanos estão sendo investigados por suspeitas de fornecerem informações falsas para aumentar o rating de ativos hipotecários também pesam no humor. Na agenda, as vendas no varejo dos EUA cresceram 0,4% em abril, na comparação com o mês anterior e 8,8% na relação dos últimos 12 meses. Já a produção industrial avançou 0,8% no mês passado, após subir 0,2% em março. O nível de utilização da capacidade industrial foi a 73,7% em abril, ante 73,1% um mês antes.
Há pouco, o dólar comercial subia 1,91% no mercado brasileiro, vendido a R$ 1,81. As principais bolsas de valores amargam perdas, enquanto o índice VIX, que mede a volatilidade, saltava mais de 10%.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)
