Consumidor está mais confiante, relata Fecomercio
Thiago Freitas, assessor econômico da Fecomercio, explica que o resultado do ICC retrata um consumidor bastante confiante na economia, já que o indicador varia de 0 a 200 pontos e denota otimismo quando acima de 100. Entretanto, se considerados os dois sub-índices que compõem o indicador, encontraremos realidades diferentes.
O Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), que está diretamente ligado a percepção que o consumidor tem dos níveis de emprego e renda, apresentou um forte impulso, subindo 4,3% em relação a abril e atingindo 149,8 pontos. "O principal motivo para esta elevação é a massa real de rendimentos, que, no momento, demonstra tendência de crescimento", afirma Freitas. "A redução no nível de desemprego é outro fator que influenciou favoravelmente o indicador."
Na analise por gênero, os homens demonstram maior otimismo que a mulheres. Na comparação entre os resultados de maio e abril, a confiança que as mulheres sentem no momento atual subiu 3,3%, atingindo 146,5 pontos, enquanto a dos homens teve incremento de 5,3%, chegando aos 153,3 pontos.
Já na separação por nível de renda, o maior aumento de confiança foi registrado entre aqueles que ganham até 10 salários mínimos. A confiança das pessoas que se enquadram nesse grupo subiu 5% em relação ao mês anterior, e registra, agora, 147,5 pontos. Freitas afirma que isso acontece porque o otimismo daqueles que ganham acima de 10 salários mínimos já está muito elevado, e por isso, menos sensível a grandes altas. Apesar disso, o otimismo da população que se encontra nessa faixa de renda subiu 2,8%, alcançando 163,1 pontos.
Para o economista da Fecomercio, o resultado do ICC em maio indica um crescente otimismo do consumidor, o que deve ser percebido nas vendas. "O elevado patamar do ICC demonstra que o consumidor está disposto a comprar, principalmente no curto prazo", aponta Freitas. "Isso somado a proximidade da Copa do Mundo, provavelmente irá acarretar um aumento nas vendas do setor de eletroeletrônicos."
(Redação - Agência IN)
