Otimismo externo replica no câmbio e dólar cai
Segundo Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO, os investidores ainda não conseguiram reapreciar o real para o nível de R$ 1,75, após sucessivos dias de tensão, o que elevou as cotações ao pico de R$ 1,90. Nos últimos dias, os hegde funds inverteram rapidamente suas posições líquidas vendidas no mercado futuro, passando a apostar no dólar, enquanto que os bancos fizeram "hedge".
Porém, diante da melhora na percepção quanto à suficiência dos recursos colocados no plano emergencial para a situação crítica fiscal de países da zona do euro, os investidores estrangeiros voltaram a reduzir suas posições compradas no mercado futuro da BM&FBovespa, derrubando o estoque para US$ 2,53 bilhões.
"Mas ainda restão sérias incertezas quanto à capacidade, inicialmente, da Grécia, Espanha e Portugal de adotarem programas rigorosos de austeridade, implementarem e cumpri-los", pondera o executivo.
E os números pálidos das economias divulgados hoje mostram que a tarefa para recolocar as contas em ordem, diante do baixo dinamismo, é ardua. Segundo a agência Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,2% nos primeiros três meses do ano, na passagem trimestral, superando as estimativas. Na França, a segunda maior economia do bloco, o crescimento foi de apenas 0,1%, na Alemanha de 0,2%. Já a Grécia viu sua economia encolher 0,8%.
Ainda assim, neste mês, até o dia 7, o fluxo cambial brasileiro ficou fortemente positivo, atingindo US$ 3,711 bilhões, mesmo com as compras de US$ 3,383 bilhões do Banco Central. No período, os bancos mantiveram posições "vendidas" no mercado à vista de US$ 2,6 bilhões, com base nos dados do BC.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)
