Preços dos alimentos continuam subindo em SP, diz Fecomercio
Segundo Gilson Garófalo, assessor econômico da Fecomercio, apesar do aumento no gasto com alimentos, diversos setores praticamente não apresentaram variação na comparação com os preços médios do mês anterior e as despesas com transporte diminuíram devido à retração nos preços dos combustíveis. "Além disso, a variação registrada em março é inferior a dos meses anteriores. O que é positivo para o comércio", comenta.
O grupo Alimentação, principal responsável por empurrar o ICVM para cima, acusou variação de 1,37% em relação a fevereiro. Alguns dos alimentos que tiveram os preços mais alterados foram os legumes, o leite longa vida, a batata e o feijão, com elevação de 15,09%, 9,59%, 8,38% e 7,05%, respectivamente. "No acumulado de abril de 2009 a março deste ano, os produtos alimentícios registraram alta de 4,95%. Porém, só no primeiro trimestre de 2010, a elevação é de 4,17%", destaca Garófalo.
Já o grupo Transportes recuou 0,58% em relação ao mês anterior, a primeira baixa desde agosto de 2009. Segundo Garófalo, parte deste resultado se deve a retração de 1,31% no preço da gasolina, mas o fator mais significante foi a queda de 10,19% no valor pago pelo litro de etanol. "Com o fim do período de chuvas, que vinham prejudicando as plantações de cana-de-açúcar, a tendência é que se normalize a oferta do álcool combustível. Isso favorece a concorrência com a gasolina, o que pressiona o nível de preços", analisa.
Sem o impacto do imposto predial, que foi cobrado em fevereiro, o grupo Habitação apresentou incremento de 0,14% em março, inferior ao 0,79% registrado em fevereiro. O segmento, que tem o maior peso no cálculo do ICVM, também foi beneficiado pela política de incentivo fiscal do governo, prevista para durar até julho deste ano, que baixou o preço dos móveis e dos materiais de construção. Os preços de armários para quarto e de jogos de mesa com cadeiras, por exemplo, tiveram recuo de 1,99% e 1,8%, respectivamente. Já os serviços domésticos ficaram, em média, 1,18% mais caros.
Os gastos com despesas pessoais anotaram variação de 0,11%. Sendo que os preços de Fumo e Bebidas subiram 0,34% e os de Artigos de Higiene e Beleza, 0,68%. Por outro lado, ficou 1,41% mais barato fazer excursões e o custo das passagens rodoviárias e aéreas cedeu 0,7%. "Após fevereiro, com o início da baixa temporada, diminui a procura por itens de lazer. Fato que força as agências de viagens a oferecem pacotes mais atrativos", explica o economista da Fecomercio.
Sem os gastos extras com matrícula e aquisição dos materiais necessários para o novo ano letivo, os gastos com Educação, praticamente não apresentaram variação, fechando o mês com tímida alta de 0,06% em relação a fevereiro. Já o setor de Vestuário viu seus preços saltarem 0,37% em março. Fato que se deve a mudança das estações e a chegada das coleções de outono-inverno à vitrine das lojas.
O custo dos serviços de Saúde teve variação de 0,21% em março na comparação com fevereiro, sendo que os preços dos planos de saúde cresceram 0,22% e o dos serviços médicos e laboratoriais, 0,63%. Já os remédios e produtos farmacêuticos ficaram, em média, 0,16% mais baratos. "Contudo, o consumidor deve ficar atento, pois, a partir de abril, o preço desses medicamentos deve subir 4,6% devido a uma autorização de reajuste expedida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (órgão do governo federal)", adverte Garófalo.
(Redação - Agência IN)
