Dólar cai mais um pouco, mas tende a repeitar limite de R$ 1,70
O analista da Socopa Corretora Paulista, Paulo Fujisaki, avalia que os dados de emprego nos Estados Unidos ajudaram a dar o tom positivo dos negócios para o dia, mas a semana ainda reserva números importantes que podem dar novas pistas sobre o ritmo da retomada norte-americana. Na última sexta-feira, feriado de Páscoa, foi divulgado que em março foram geradas de 162 mil postos de trabalho nos EUA. O número representou o maior aumento no mercado de trabalho norte-americano em três anos e mostrou contratação em todos os setores da economia.
Neste sentido, a atividade no setor de serviços norte-americano registrou 55,4 pontos em março, com alta de 2,4% na comparação com o mês anterior, representando a terceira valorização consecutiva. Na série histórica de março foi o melhor resultado em seis anos. Já o índice que mede a venda de casas pendentes apresentou alta de 8,2% em fevereiro ante janeiro. "Os sinais de que os EUA estão ganhando força elevam os rumores de que o Federal Reserve poderá elevar novamente a taxa de redesconto", lembra um operador.
Segundo Fujisaki, o dólar tende a continuar em tendência de queda, em meio à entrada de capital externo, principalmente via canal financeiro, mas deve respeitar o patamar de R$ 1,70, já que há no mercado a expectativa de que o Banco Central, em conjunto com o Tesouro Nacional, reforçe as compras de dólares para fazer reserva e equilibrar a queda. Atualmente, a liquidez internacional está em US$ 244,2 bilhões.
"O fluxo parece que voltou às bolsas novamente. Os países já deliberam planos de ajuda financeira à Turquia e Grécia e os investidores se sentem mais seguros à assumir riscos". Em março, o Ibovespa teve saldo estrangeiro positivo de R$ 3,15 bilhões - o maior desde setembro de 2009 - o que ajuda a explicar a valorização de 5,82% no período.
A permanência de Henrique Meirelles no comando do Banco Central (BC) também foi bem recebida pelos mercados.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)
