Otimismo dos agentes com dados puxa alta das bolsas europeias
Na opinião de Miguel Daoud, economista da Global Financial Advisor, o mercado operou com otimismo por conta da expectativa pela melhora do quadro internacional. "O crescimento da economia mundial volta a ser visto como uma possibilidade real. Com a crise, diversas medidas foram tomadas, como a baixa na taxa de juros. Isso encobriu algumas deficiências de determinadas economias. Só que passada a turbulência, descobriu-se que a situação delas não era tão grave", explicou.
Por outro lado, Daoud entende que o mercado ainda está sujeito a volatilidade. "Muitas vezes os agentes acabam sendo pessimistas em excesso ou otimista em excesso, sempre operando com vistas ao curto prazo. Se hoje as bolsas tiveram bom desempenho, amanhã podem fechar com perdas", avaliou.
O dia foi de indicadores positivos na Europa e nos Estados Unidos. O índice gerente de compras (PMI, sigla em inglês) da atividade manufatureira nos 16 países que compõem a zona do euro marcou 56,6 pontos em março deste ano, ante leitura de 54,2 pontos em fevereiro. Além disso, o mesmo dado, só que na economia do Reino Unido, marcou 57,2 pontos em março deste ano, ante leitura de 56,5 pontos em fevereiro.
Por fim, os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos (initial claims, em inglês) recuaram 6 mil na semana encerrada dia 27 de março, já com ajustes sazonais. O número de solicitações ficou em 439 mil.
Já a atividade nas fábricas norte-americanas (ISM Index, na sigla em inglês) expandiu em março pelo 8º mês consecutivo e o índice geral da economia avançou pelo 11º mês consecutivo.
(Humberto Domiciano - Agência IN)
