Em dia de Copom, prêmios dos DIs sobem no curto prazo
Entre hoje a amanhã, a diretoria do Banco Central (BC) estará reunida para definir o rumo taxa de juros básica (Selic), atualmente em 8,75% ao ano. Diante das incertezas em relação à inflação e atividade doméstica os investidores seguem divididos. A dúvida é se o colegiado do Banco Central (BC) irá subir os juros neste mês ou abril.
Vale ressaltar que boa parte dos analistas comentou que a persistência inflacionária no varejo estimulou as apostas em aumento da Selic já na decisão de amanhã. A economista-chefe do Banco ING, Zeina Latif faz parte da ala dos que esperam avanço da Selic amanhã. A expectativa dela é de quatro elevações de 0,50 ponto percentual ao longo deste ano.
Por outro lado, o economista da LCA Consultores Homero Azevedo Guizzo lembra que o BC só aumenta os juros após uma sinalização "clara e inequívoca" em documentos ou pronunciamentos. Diferentemente dos outros analistas, Guizzo só espera por alta da Selic, de 0,50 ponto percentual, em junho, com elevação total de 2,5 pontos percentuais no ano. Para ele, projeções de alta da inflação devem diminuir a partir de abril.
Nesta manhã a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 15 de março registrou inflação de 0,93%, com acréscimo de 0,03 ponto percentual na comparação com a apuração anterior. O dado superou o teto das expectativas (0,60% a 0,92%, mediana em 0,70%). O fim das liquidações reverteu a queda do grupo vestuários, destaque para o arrefecimento dos grupos transporte e educação.
Amanhã, além da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), os agentes irão monitorar o índice de preços ao produtor americano (PPI, na sigla em inglês), o IPC da Fipe e o fluxo cambial semanal no Brasil.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)
