Agronegócios: exportações sobem 20,6% em fevereiro

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Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - O aumento das exportações de carne de frango, carne bovina, açúcar, farelo de soja e produtos florestais, liderou as vendas externas do agronegócio brasileiro, que subiram 20,6% em fevereiro, em comparação ao mesmo mês de 2009. De acordo com os dados divulgados quarta-feira pelo Ministério da Agricultura, o superávit da balança comercial alcançou a cifra de US$ 3,4 bilhões, com um total de US$ 4,4 bilhões em exportações do agronegócio. Em janeiro, as exportações haviam recuado 1,8%.

O mês de fevereiro marca o início de uma recuperação das vendas externas do agronegócio, com a maioria dos grupos de produtos apresentando taxas de crescimento positivas, depois de vários meses de queda com retração do valor exportado em 10% no ano de 2009 , explicou o diretor de Promoção Internacional do Agronegócio, Eduardo Sampaio, em nota.

O Ministério destacou o crescimento da receita da carne bovina in natura de 42,6% no período (de US$ 186 milhões para US$ 265 milhões). No total, as exportações de carnes bovina, suína e de frango aumentaram 24,5%, passando de US$ 781 milhões em fevereiro de 2009 para US$ 973 milhões no mês passado.

Já o farelo de soja teve ganho de 39% no valor exportado, sendo o item mais importante na composição do desempenho do complexo (grão, farelo e óleo), em fevereiro de 2010. O aumento do complexo da oleaginosa foi de 17,4%, no período, totalizando US$ 582 milhões.

O complexo sucroalcooleiro manteve resultado positivo com elevação de 47,8% na receita exportada no mês passado em relação ao mesmo período de 2009, atingindo US$ 729 milhões. O valor dos embarques de açúcar cresceu 50,9% e do etanol, 22%.

As exportações no período subiram para a maioria das regiões, com destaque para Europa Oriental (76,3%), Oriente Médio (40,1%) e Ásia (32,8%). Os resultados positivos também foram registrados considerando a análise por país. As vendas externas para Rússia (86,7%), Índia (153,5%), Irã (185%), Tailândia (375,6%), Marrocos (81,5%) e China (37,4%) foram as mais expressivas.

Com agências